Vereadores de Caxias do Sul passam a utilizar celulares custeados pela Câmara
Informação foi revelada pelo colunista Alessandro Valim; contrato prevê custo anual de R$ 135 mil aos cofres públicos
Os vereadores de Caxias do Sul começaram a receber, nesta semana, aparelhos celulares adquiridos por meio de contrato firmado pela Câmara de vereadores no final do ano passado.
A informação foi divulgada pelo colunista Alessandro Valim, do jornal Pioneiro. Conforme a apuração publicada na coluna, cada parlamentar passa a contar com um modelo Samsung Galaxy S25 Ultra, dentro de um contrato que inclui também a prestação de serviços de telefonia móvel.
Como funciona o contrato
De acordo com os dados apresentados por Valim, o fornecimento ocorre em regime de comodato — ou seja, os aparelhos não se tornam propriedade definitiva dos vereadores, mas são disponibilizados enquanto vigorar o contrato firmado pela Câmara.
A empresa vencedora da licitação foi a , responsável por disponibilizar:
- Aparelhos celulares;
- Chips (SIM cards);
- Pacote de dados;
- Ligações ilimitadas;
- Envio de SMS.
Quanto isso custa?
Segundo a coluna, o valor mensal por unidade é de R$ 451. Considerando as 25 linhas contratadas — 23 destinadas aos vereadores e duas para servidores da Casa — o impacto anual chega a aproximadamente R$ 135 mil.
O contrato tem duração de cinco anos. Ao término do período, o valor total desembolsado pelo Legislativo poderá alcançar cerca de R$ 676 mil.
Contexto político e administrativo
O contrato foi assinado ainda na gestão do então presidente da Câmara, Lucas Caregnato (PT), no final do ano passado. A disponibilização dos aparelhos começou a ocorrer apenas agora, com a entrega efetiva aos parlamentares.
A iniciativa ocorre em meio a um cenário de crescente cobrança social por austeridade e racionalização de gastos públicos, especialmente em nível municipal.
Debate público
A informação repercute na cidade principalmente pelo momento em que é divulgada. Caxias do Sul enfrenta demandas relevantes em áreas como infraestrutura, saúde e educação, o que naturalmente amplia o escrutínio sobre despesas administrativas do Legislativo.
Embora a prática de fornecimento de telefonia institucional seja comum em diversos parlamentos do país, o modelo escolhido — incluindo aparelhos de alta tecnologia — tende a provocar debate sobre:
- Necessidade real do equipamento específico;
- Adequação do custo-benefício;
- Critérios de escolha do modelo;
- Transparência na contratação.
Até o momento, a Câmara não divulgou detalhamento adicional sobre justificativas técnicas que embasaram a opção pelo modelo contratado.
Foto: Ilustração/ IA
