Estudo sugere que consumir azeite antes de carboidratos pode diminuir picos de açúcar no sangue
Estudo revela que azeite pode influenciar a absorção de glicose no organismo.
Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, investigou o impacto do consumo de azeite antes da ingestão de carboidratos na absorção de glicose. O estudo, publicado em outubro de 2026, sugere que o azeite pode retardar o esvaziamento do estômago, resultando em uma redução dos picos de açúcar no sangue após as refeições.
A pesquisa foi conduzida em camundongos e revelou que o consumo do azeite antes da glicose levou a uma elevação menor dos níveis de açúcar no sangue. Os resultados indicam que o azeite pode ter potencial para ser utilizado em tratamentos relacionados ao controle da diabetes.
Os testes mostraram que o azeite não só retardou o esvaziamento gástrico, mas também elevou os níveis de hormônios que desempenham um papel crucial na digestão e no controle da glicemia. O efeito positivo foi observado mesmo em animais com capacidade reduzida de produzir insulina, reforçando a relevância do azeite na regulação da glicose.
Os pesquisadores dividiram os camundongos em três grupos para a experimentação. O primeiro grupo recebeu azeite 15 minutos antes da ingestão de glicose, enquanto o segundo consumiu o carboidrato e logo em seguida o azeite. O terceiro grupo teve apenas água após a ingestão da glicose. Os resultados mostraram que o primeiro grupo teve níveis de glicose significativamente mais baixos.
Além disso, a ingestão de azeite antes da glicose resultou em uma digestão mais lenta e aumentou os níveis de três hormônios no sangue: glucagon, GIP e GLP-1. Esses hormônios estão associados à desaceleração da saída dos alimentos do estômago e ao controle de aumentos rápidos de açúcar no sangue.
Em testes adicionais, os pesquisadores simularam um modelo de “camundongo diabético”. Mesmo em condições de baixa produção de insulina, o azeite demonstrou um controle eficaz sobre os picos glicêmicos. Outras gorduras, como o óleo de linhaça e a banha, também foram testadas, mas não alcançaram os mesmos resultados positivos do azeite.
Ainda é prematuro afirmar que os mesmos efeitos se aplicam aos humanos. Contudo, o estudo destaca a importância da ordem em que os alimentos são consumidos, oferecendo uma abordagem que não requer a exclusão de grupos alimentares inteiros, o que pode ser mais fácil para os pacientes. A sequência das refeições pode ser uma estratégia viável para o controle da glicose.
Apesar das limitações, os pesquisadores identificaram um padrão que pode se tornar uma alternativa promissora para o tratamento de diabetes e outras complicações relacionadas. A continuidade das investigações será crucial para confirmar esses achados em humanos e explorar o potencial do azeite em estratégias de controle glicêmico.