Mudança na relatoria do Master gera pressão sobre Alcolumbre

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Ministro André Mendonça investiga irregularidades ligadas a aliados do presidente do Senado.

O ministro André Mendonça, do STF, está à frente de dois inquéritos que investigam fraudes relacionadas ao Banco Master e aos descontos associativos do INSS. O objetivo é identificar possíveis conexões entre as apurações, conforme informações da Polícia Federal.

O Banco Master é acusado de operar na venda de carteiras de crédito consignado destinadas a aposentados, mesmo após alertas sobre os riscos envolvidos. A investigação destaca o caso da Amprev, Instituto de Previdência do Amapá, que se tornou foco da Operação Zona Cinzenta. A cúpula desse fundo foi indicada por Davi Alcolumbre, presidente do Senado, incluindo o ex-diretor-presidente Jocildo Silva Lemos.

Os gestores da Amprev estão sendo investigados por práticas temerárias ao investirem R$ 400 milhões em produtos financeiros do Banco Master, sem a devida documentação técnica. Além de Jocildo, outros envolvidos nas investigações são José Milton Afonso Gonçalves, coordenador do Comitê de Investimentos, e Jackson Rubens de Oliveira. Documentos da Justiça Federal indicam que Jocildo teve um papel central nas decisões que levaram à aprovação desses investimentos.

FRAUDE DO INSS

A Operação Sem Desconto, que investiga fraudes nos pagamentos a pensionistas e aposentados, revelou que o lobista Antonio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS, teria repassado R$ 3 milhões ao ex-chefe de gabinete de Alcolumbre, Paulo Boudens.

No dia 9 de outubro, a CPMI do INSS rejeitou um pedido para quebrar o sigilo fiscal e telemático de Boudens. O ex-assessor ocupa um cargo de confiança no Senado, recebendo um salário de R$ 31.300.

SABATINA PARA O SUPREMO

A relação entre Alcolumbre e André Mendonça é marcada por um histórico de conflitos, especialmente durante a sabatina de Mendonça para o STF em 2021. Na época, Alcolumbre, então presidente da CCJ do Senado, adiou a data da sabatina, gerando especulações sobre uma possível rejeição da indicação.

Mendonça se tornou o indicado que mais aguardou pela sabatina desde a redemocratização, com sua ida ao Senado ocorrendo 142 dias após a indicação pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

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