Pimenta descarta negociações para integrar governo Lula, mas se coloca à disposição
Deputado Paulo Pimenta comenta sobre futuro no governo Lula e desafios à frente.
O deputado federal Paulo Pimenta, membro da bancada gaúcha, declarou que ainda não há discussões sobre sua possível participação no quarto mandato do presidente Lula, reeleito recentemente. Pimenta é cogitado para o Ministério das Cidades no novo governo.
Em resposta a questionamentos, o parlamentar afirmou que não há definições sobre sua indicação e enfatizou que a decisão final pertencerá ao presidente. Ele reafirmou seu compromisso com o governo e a importância do trabalho que ainda está por vir.
“Não tem nenhuma conversa sobre ocupação de cargos ou funções. O presidente Lula sabe que pode contar comigo, como sempre pôde. Hoje eu sou líder do governo. Tem muito trabalho pela frente e, no momento oportuno, adequado, o presidente vai decidir qual a melhor maneira que eu posso contribuir para o nosso projeto, representando o Rio Grande do Sul e contribuindo também para o nosso governo”, declarou.
Além de Pimenta, outros nomes como Manuela D’Ávila e Edegar Pretto também estão sendo considerados para ministérios, o que poderia aumentar a representatividade gaúcha no governo federal.
Os três políticos participaram das eleições de 2026, onde Pimenta e Manuela D’Ávila concorreram ao Senado, mas foram derrotados. Pretto, por sua vez, disputou o cargo de vice-governador, mas também não obteve sucesso.
No mandato atual, Pimenta ocupou cargos importantes, incluindo Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social e Ministro-chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul.
Mobilização nas redes sociais
Ao comentar sobre a reeleição de Lula, Pimenta destacou a importância das redes sociais na mobilização da esquerda, especialmente entre os jovens. O deputado André Janones ganhou destaque como um dos principais articuladores dessa estratégia.
O parlamentar acredita que a vitória foi resultado de uma combinação de fatores, como a mobilização nas ruas, o engajamento da juventude e o desempenho de Lula nos debates.
“A virada se deve a vários fatores. A mobilização nas ruas, a mobilização nas redes, a presença da juventude de forma mais intensa, o desempenho do presidente nos debates, a oportunidade de forma mais nítida das nossas propostas. Isso gerou uma grande mobilização social”, afirmou.
Prioridades para o próximo mandato
Entre os principais desafios do governo a partir de 2027, Pimenta mencionou a necessidade de reduzir a taxa de juros, aumentar as exportações, apoiar o setor produtivo e focar na área social.
O deputado expressou confiança na habilidade de Lula em articular políticas com o Congresso Nacional, ressaltando que a capacidade de diálogo do presidente será crucial para formar uma base de apoio sólida na Câmara e no Senado.
“O presidente Lula tem muita capacidade de diálogo neste sentido. Nós vamos compor uma maioria na Câmara e no Senado, isolar a extrema-direita, isolar os radicais e tenho certeza que teremos uma governabilidade bastante profícua para o país”, concluiu.
Lula venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições com 64.256.232 votos, representando 51,79% do total.