Usinas realizam investimentos em manutenções durante a entressafra da cana-de-açúcar

Compartilhe essa Informação

Usinas de cana-de-açúcar intensificam manutenções na entressafra para garantir eficiência na próxima safra.

Mesmo durante a entressafra, as usinas de cana-de-açúcar, etanol e energia do noroeste paulista mantêm um ritmo intenso de trabalho. É nesse período que as instalações se transformam em oficinas, onde as máquinas passam por revisões completas, assegurando sua operação eficiente para o próximo ciclo.

Na usina de Catanduva (SP), que encerrou sua última safra em novembro, colheitadeiras, veículos e equipamentos agrícolas estão em manutenção. O objetivo é ter tudo pronto até março, antes do início de uma nova safra.

A usina conta com uma equipe dedicada de 164 funcionários exclusivamente para o setor de manutenção, além de um estoque considerável de peças e materiais necessários para os reparos e conservação dos equipamentos.

As colhedoras de cana-de-açúcar são as máquinas que recebem maior atenção. Durante a safra, elas operam incessantemente, 24 horas por dia, ao longo de nove meses. A vida útil média dessas máquinas é de aproximadamente 18 mil horas, o que equivale a cinco períodos de safra. Durante a entressafra, elas são desmontadas, suas peças são inspecionadas e passam por uma revisão completa antes de retornarem ao campo. O custo para reformar cada máquina pode chegar a 150 mil reais.

Os setores de moenda e caldeira também são desmontados completamente devido ao desgaste significativo que sofrem ao longo da safra. A usina tem capacidade para moer até 600 toneladas de cana por hora.

A cerca de 60 quilômetros de Catanduva, em Novo Horizonte (SP), outra usina antecipou a instalação de equipamentos que passaram por manutenção. Parte dos reparos foi realizada por empresas terceirizadas, que conseguiram entregar os serviços mais cedo neste ano.

Na unidade de Novo Horizonte, cerca de 3 mil funcionários são remanejados para as equipes de manutenção durante a entressafra. Um exemplo é Lenin Camargo, que atua como operador na fábrica de açúcar durante a safra e lidera o grupo de manutenção de válvulas entre dezembro e abril.

O trabalho de manutenção é baseado em um mapeamento realizado enquanto a usina está em operação. Isso permite que a empresa identifique equipamentos com problemas, desde pequenas peças até estruturas maiores, que são transportadas com guindastes.

As condições climáticas também são um fator importante a ser considerado no prazo de execução dos serviços, especialmente durante o período de chuvas no noroeste paulista, que pode interferir na instalação de máquinas em áreas externas.

Além da manutenção preventiva das máquinas agrícolas, as usinas aproveitam a entressafra para implementar melhorias, substituir equipamentos e trocar materiais, visando aumentar a eficiência e a produtividade.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *