Governo intensifica investigações sobre violência política no segundo turno

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Governo federal intensifica investigações sobre violência política após eleições

O governo federal anunciou um reforço nas investigações de casos de violência política, resultantes de episódios ocorridos no último fim de semana. Foram registrados 45 incidentes, incluindo 10 homicídios, relacionados à intolerância eleitoral.

As agressões ocorreram entre o sábado (24) e a noite de domingo (25), após a divulgação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que resultou na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).

Durante uma coletiva de imprensa, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, juntamente com representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, detalhou a situação alarmante. Boulos enfatizou que a impunidade não será tolerada e que a democracia deve ser respeitada.

“Não haverá impunidade nesses casos. Isso é inadmissível. Nós vivemos um processo democrático e, como em toda eleição, um ganhou e outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para o cometimento de crimes, para agressões. Não pode ser pretexto para assassinatos”, afirmou Boulos.

Os casos registrados pelo governo incluem 47 vítimas:

  • 10 vítimas fatais, incluindo três indígenas;
  • sete atropelamentos intencionais;
  • 14 agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos;
  • cinco disparos e atentados com armas de fogo;
  • cinco casos de violência e coação contra povos indígenas;
  • seis abusos de autoridade e violência policial.

De acordo com o ministro, a maioria das vítimas era apoiadora de Lula, enquanto os agressores eram simpatizantes do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro.

Os estados com maior número de ocorrências incluem Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.

As medidas para investigar esses casos incluem a abertura de inquéritos pela Polícia Federal para apurar crimes de violência política de gênero, crimes eleitorais e violações de direitos humanos.

Além disso, denúncias serão encaminhadas à Procuradoria Geral da República (PGR) e as corregedorias estaduais das Polícias Militares e Civis, assim como os Ministérios Públicos, serão acionados em casos que envolvam policiais.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ademar Borges, destacou que as ocorrências abrangem diversas naturezas de crimes.

“Alguns são crimes eleitorais e outros envolvem violência política de gênero, que serão investigados pela PF. Já há dezenas de inquéritos instaurados e estamos apurando todas as denúncias. Há casos que envolvem racismo, violência comum, homicídios e lesões corporais”, explicou.

A pasta também se comprometeu a combater a violência no ambiente digital, fazendo cumprir o Marco Civil da Internet. Este decreto estabelece obrigações para que plataformas de redes sociais removam conteúdos que envolvam crimes graves, como violações ao Estado Democrático de Direito e discursos de ódio.

“Esses crimes estão no rol de crimes especialmente graves, que constam do decreto presidencial, em relação aos quais as plataformas têm o dever de cuidado, de retirar de circulação e evitar falhas sistêmicas. Essas falhas geram responsabilidade civil das plataformas”, acrescentou Borges.

Violência política

Entre os casos que ganharam destaque, está o ataque à vereadora de Montes Claros (MG), Iara Pimentel (PT), que foi atingida no rosto por um objeto durante um ato político. Ela ficou inconsciente e precisou ser socorrida por uma ambulância.

Outro incidente trágico ocorreu com Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, que faleceu após ser atropelado durante as celebrações pela vitória de Lula. Um motorista embriagado avançou contra um bloqueio policial e atingiu quatro homens, resultando em traumatismo craniano grave para a vítima.

No Paraná, uma pesquisadora chamada Renata Kempf foi detida durante uma comemoração pró-Lula, com relatos de uso excessivo da força policial.

Em Santos, o engenheiro Marcelo de Oliveira da Rocha, de 30 anos, morreu após ser agredido na madrugada de sábado. Ele voltava de um ato político e usava um ades

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