Chanceler argentino refuta alegações de pedido de explicações do Brasil sobre Flávio

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Governo brasileiro busca esclarecimentos sobre a saída de Flávio Bolsonaro, mas Argentina nega pedido.

O governo brasileiro, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou interesse em esclarecer a situação relacionada à passagem do senador Flávio Bolsonaro pela Argentina antes de sua viagem para os Estados Unidos. No entanto, o chanceler argentino, Pablo Quirno, desmentiu essa solicitação, afirmando que não houve pedido de explicações por parte do Brasil.

Na quinta-feira, 29 de outubro, o governo brasileiro alegou ter solicitado informações à embaixada argentina sobre o papel do governo de Javier Milei na saída do senador do país. Essa conversa teria ocorrido com a ministra-conselheira da Embaixada da Argentina, Emilia Cortés. O Planalto buscava entender como Flávio conseguiu deixar o Brasil, especialmente considerando que seus passaportes estavam cancelados por ordem do STF.

Quirno se manifestou nas redes sociais, respondendo a uma reportagem do jornal argentino que noticiava a cobrança do governo brasileiro. Ele classificou a informação como falsa, reafirmando que não houve qualquer pedido de esclarecimento feito pelo Brasil.

Fontes indicam que o Itamaraty estava avaliando a convocação da representante argentina ao longo da semana, com a possibilidade de que o chanceler Mauro Vieira pedisse diretamente explicações a Quirno.

ENTENDA O CASO

Flávio Bolsonaro, que fugiu do Brasil após as eleições de 25 de outubro, atravessou a fronteira com a Argentina e seguiu para Miami, com uma escala no Equador. O custo da viagem foi estimado em US$ 140 mil, pago por um corretor americano. Flávio chegou aos Estados Unidos com sua família no dia 28 de outubro.

O governo argentino inicialmente negou a entrada de Flávio no país, mas posteriormente confirmou que ele cruzou a fronteira. Informações indicam que a polícia aeroportuária argentina escoltou o grupo durante a viagem.

Em sua chegada a Miami, Flávio divulgou uma carta na qual não reconhece o resultado das eleições, alegando fraudes sem apresentar provas. Ele se autodenominou “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas posteriormente alterou essa declaração para “líder do Brasil”, após pressão do Departamento de Estado americano.

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