Cruzeiro de luxo retém 200 passageiros no Camboja devido à alta dos preços do combustível causada pela guerra
O cruzeiro residencial da Villa Vie Residences enfrenta sérios desafios financeiros e operacionais.
A Villa Vie Residences lançou em 2024 um projeto inovador de cruzeiro residencial, prometendo uma experiência de vida a bordo de um navio de luxo. A proposta era tão atraente que muitos passageiros investiram suas economias, incluindo a venda de propriedades, para garantir uma cabine e a oportunidade de viajar pelo mundo.
O cruzeiro, que começou em Belfast, parecia promissor, mas a escalada dos preços do combustível devido a fatores geopolíticos, como a guerra do Irã, afetou severamente a operação. A companhia anunciou a interrupção da viagem, resultando em cerca de 200 passageiros retidos no Camboja, que buscavam uma nova forma de vida em alto-mar.
O conceito da Villa Vie Residences visava transformar as viagens em uma experiência contínua, permitindo que os passageiros vivessem em um navio que navegaria por mais de 150 países. A embarcação, com capacidade para 650 pessoas, oferecia diversas comodidades, incluindo piscina, academia e opções de lazer.
Entretanto, a proposta de renda atrativa, com aluguéis a partir de US$ 3.500 mensais e vendas de cabines entre US$ 120.000 e US$ 400.000, não se sustentou diante do aumento drástico dos custos operacionais. O gasto mensal com combustível, que antes era de cerca de US$ 1.800 por cabine, disparou em algumas regiões da Ásia, tornando a operação insustentável.
A empresa tentou mitigar os efeitos da crise reduzindo a velocidade do navio e aumentando o tempo de permanência nos portos, mas essas medidas não foram suficientes. A companhia estabeleceu um prazo de 60 dias para buscar uma solução financeira, mas sem garantias de sucesso.
Os passageiros, ao desembarcarem em Sihanoukville, enfrentaram a incerteza sobre seus próximos passos. A situação se complicou ainda mais, pois essa não foi a primeira dificuldade enfrentada pelos residentes do Odyssey, que já haviam passado meses retidos anteriormente em Belfast.
Com 756 dias de jornada até o momento, a dúvida persiste: será este o fim do projeto ou a Villa Vie Residences conseguirá encontrar uma nova rota para retomar a viagem? A situação dos passageiros continua a ser monitorada, enquanto a empresa busca soluções para o futuro.