Alta consistente da arroba do boi gordo em outubro levanta expectativas para novembro
Alta consistente nos preços da arroba do boi gordo marca o final de outubro.
O mercado físico do boi gordo encerra outubro com uma significativa valorização nos preços, estabelecendo novos recordes nominais. Espera-se que em novembro novas altas sejam registradas, refletindo a dinâmica atual do setor.
A oferta restrita e as escalas de abate concentradas entre cinco e sete dias úteis têm contribuído para o reajuste das cotações. As referências de preços avançaram para valores entre R$ 385,00 a R$ 395,00 por arroba em São Paulo, com transações mais frequentes na faixa de R$ 400,00.
A demanda crescente, especialmente da China, para os meses de novembro e dezembro, intensifica a necessidade de compra dos frigoríficos brasileiros. Essa expectativa de maior consumo alimenta a pressão sobre os preços, que já apresentam tendência de alta.
Entretanto, a intensidade dessa demanda dependerá da gestão das cotas chinesas e do ritmo eficaz das contratações. Na B3, diversos contratos superaram R$ 400 por arroba, com um pico de R$ 407 no contrato de novembro.
O que esperar de novembro?
Os preços de R$ 400 por arroba na B3 são uma realidade e devem se manter ao longo de novembro. A análise indica que os preços do mercado pecuário continuarão firmes, com altas consistentes previstas para o início do novo mês.
O coordenador da equipe de inteligência de mercado de uma consultoria ressalta que a demanda da China está em evidência, impulsionando os exportadores de carne bovina a intensificarem suas compras. A busca por boiada está se intensificando, especialmente entre indústrias que têm a China como um dos principais destinos para seus produtos.
O mercado interno também se destaca, impulsionado pela isenção de imposto de renda para rendas de até R$ 5 mil, pelo aumento médio da renda do brasileiro e pelo início do pagamento do 13º salário. Esses fatores tendem a elevar o consumo de carne bovina no país.
Além disso, a indústria enfrenta dificuldades em encontrar a oferta necessária, o que leva os frigoríficos a estarem mais dispostos a pagar mais pela arroba. Comparado a 2025, o ritmo de abate está em declínio, principalmente no segundo semestre do ano, devido a aspectos sazonais e climáticos que afetaram a disponibilidade de gado.
A lotação dos confinamentos também está abaixo da registrada no ano passado, gerando um cenário desafiador para a indústria em um momento de demanda crescente.
Variação média da arroba durante a semana
Abaixo, os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, registrados no dia 30 de outubro:
- São Paulo (Capital): R$ 395, avanço de 8,22% frente aos R$ 365 registrados no final de setembro.
- Goiás (Goiânia): R$ 375, aumento de 7,14% ante os R$ 350 do encerramento do mês anterior.
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 380, alta de 8,57% em comparação aos R$ 350 computados no fechamento do mês passado.
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 380, incremento de 7,04% frente aos R$ 355 praticados no encerramento de setembro.
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 365, valorização de 5,80% perante os R$ 345 praticados no fechamento de setembro.
- Rondônia (Vilhena): R$ 368, avanço de 6,67% em relação aos R$ 345 registrados no final do mês anterior.
Mercado atacadista
O mês de outubro no mercado atacadista foi marcado por aumentos nas cotações, seguindo a tendência observada nas transações envolvendo a arroba do boi gord