Binance retoma saques de bitcoin e ether após roubo de 6,3 bilhões de dólares

Compartilhe essa Informação

FBI aponta Coreia do Norte como responsável por roubo de criptomoedas.

Um dos maiores assaltos financeiros da história pode ter sido realizado pela Coreia do Norte, segundo acusações do FBI. Este incidente se insere em uma onda crescente de ataques ao setor de criptomoedas, que tem registrado perdas significativas nos últimos anos.

No ano passado, criminosos realizaram quase 150 ataques, resultando em um roubo total estimado em US$ 2,9 bilhões (aproximadamente R$ 15,7 bilhões), de acordo com análises de especialistas em segurança cibernética. Esses dados destacam a vulnerabilidade do mercado de criptomoedas e a crescente sofisticação dos ataques.

A Binance, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, anunciou que a primeira fase da recuperação dos ativos roubados incluiria 15 criptoativos, como bitcoin e ether. Os saques de bitcoin foram restabelecidos rapidamente, e as retiradas de outras criptomoedas também foram retomadas em breve.

A Coreia do Norte, frequentemente acusada de utilizar grupos cibernéticos para atividades ilegais, negou as alegações de envolvimento em crimes financeiros. As autoridades do país não se pronunciaram sobre as recentes acusações feitas pelo FBI.

O FBI relatou que observou membros do grupo responsável convertendo os ativos roubados, principalmente em ether. A agência também indicou que novos esforços para a lavagem do dinheiro podem ocorrer através de plataformas de finanças descentralizadas e serviços de troca de criptomoedas.

O ataque, que ocorreu em um curto espaço de tempo, apresentou características semelhantes a incidentes anteriores atribuídos à Coreia do Norte, conforme analisado por empresas de segurança cibernética. Especialistas acreditam que a rapidez do roubo, que durou cerca de 20 minutos, foi um fator crítico para o sucesso da operação.

“Não sabemos se é a Coreia do Norte, mas, se for, conversaremos com a Coreia do Norte sobre isso”, afirmou uma autoridade em resposta às acusações.

A Binance se comprometeu a cobrir os prejuízos decorrentes do ataque, alocando cerca de US$ 6,34 bilhões (R$ 34,4 bilhões) de seus próprios recursos. A empresa usou fundos de segurança destinados a proteger os clientes em casos de incidentes, além de outras reservas financeiras.

O co-CEO da Binance, Yi He, declarou que metade dos recursos do fundo de segurança seria utilizada para cobrir as perdas, com o compromisso de reabastecer o fundo posteriormente. Richard Teng, também co-CEO, descreveu o ataque como complexo, envolvendo um laptop comprometido e software malicioso que dificultou a investigação.

Após o ataque, os preços das criptomoedas sofreram uma queda significativa, enquanto a Binance tentava assegurar seus clientes sobre a segurança dos fundos. A corretora, que possui 335 milhões de usuários registrados, gerencia cerca de US$ 162,8 bilhões (R$ 888,6 bilhões) em ativos.

Logo da Binance

Em uma declaração no X, o fundador da Binance expressou gratidão às autoridades dos EUA pelo apoio recebido na investigação do ataque. Ele destacou a importância da colaboração na recuperação dos ativos roubados e a manutenção da estabilidade do mercado de criptomoedas.

Changpeng Zhao, fundador da Binance, enfatizou que as autoridades americanas desempenharam um papel crucial no rastreamento e congelamento dos ativos, ajudando a evitar um colapso ainda maior no valor do bitcoin. Sua mensagem ressaltou a importância da cooperação internacional no combate a crimes cibernéticos.

“Um

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *