Acordo Mercosul-União Europeia registra aumento de 14,8% nas exportações do setor agro após seis meses

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Brasil e União Europeia registram crescimento nas exportações após acordo comercial.

A parceria entre Brasil e União Europeia, que conecta aproximadamente 720 milhões de pessoas e possui um PIB superior a US$ 22 trilhões, tem mostrado resultados positivos nas exportações brasileiras.

Os primeiros dados indicam um aumento significativo nas vendas de produtos brasileiros, impulsionados pelo tratado comercial. No setor do agronegócio, o crescimento foi de 14,8% em valor, com as exportações brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais ao bloco europeu alcançando US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Esse avanço deve-se à redução das tarifas de importação, que torna os produtos brasileiros mais competitivos no mercado europeu, facilitando a entrada e ampliando as oportunidades de venda. O acordo completou seis meses em 1º de outubro, e durante esse período, o Brasil exportou 17,74 milhões de toneladas de produtos do agronegócio para os 27 países da União Europeia, um aumento de 8,1% em relação aos meses correspondentes de 2025.

Dentre os produtos que mais se destacaram, estão o mel, carnes, soja e frutas. O abacate e o óleo de milho apresentaram algumas das maiores altas percentuais nas exportações, refletindo a diversidade e a competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu.

Além do agronegócio, a indústria brasileira também se beneficiou do acordo, com um aumento nas exportações de ferrossilício-manganês, alumínio em bruto, óleos combustíveis e etanol. As vendas de transformadores elétricos, por exemplo, saltaram de zero para US$ 39 milhões no período analisado.

Setores do agronegócio com maior crescimento

Os produtos apícolas, especialmente o mel, tiveram um crescimento impressionante de 367% em valor. Os produtos oleaginosos, exceto soja, cresceram 161%, enquanto as exportações de carnes aumentaram 103,5% em valor e 170% em volume, passando de 101 mil toneladas para 272 mil toneladas.

Outros segmentos também apresentaram resultados positivos, como o complexo soja, que teve uma alta de 34,2% em valor, e os produtos florestais, com um crescimento de 23%. As frutas, nozes e castanhas avançaram 15%, mostrando a robustez do setor agropecuário brasileiro.

Embora outros segmentos tenham apresentado altas significativas, o complexo soja continua sendo o principal grupo de produtos exportados para a União Europeia. As vendas de soja em grãos cresceram 49% em valor e 35,1% em volume, enquanto as exportações de farelo de soja aumentaram 22,5% em valor e 10,6% em volume.

Produtos individuais em destaque

Entre os produtos individuais, o abacate destacou-se com uma expansão de 421,2%, passando de US$ 3,81 milhões para US$ 19,87 milhões entre maio e setembro de 2026. O volume embarcado também cresceu 433,7%.

O óleo de milho bruto também se destacou, com um crescimento de 266,3% em valor, subindo de US$ 35,31 milhões para US$ 129,35 milhões, e 205,8% em volume. Outras frutas, como manga e maçã, também ampliaram suas vendas ao mercado europeu, refletindo a diversificação das exportações brasileiras.

No setor cafeeiro, as vendas de café torrado tiveram um aumento significativo de 91,6% em valor e 116,5% em volume. As exportações de café solúvel também cresceram 19% em valor e 38,2% em volume.

Acordo e redução de tarifas

A aplicação provisória das regras comerciais do acordo teve início em 1º de maio de 2026, permitindo que produtos agropecuários brasileiros se beneficiassem de reduções tarifárias para acesso ao mercado europeu. Produtos como café torrado, café solúvel e abacate foram incluídos nas reduções tarifárias, com um cronograma de eliminação gradual até 2030.

O acordo também estabelece condições de acesso para outros produtos importantes, como carnes, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo, com algumas vantagens atreladas a cotas de importação e limites de volume específicos.</

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