PF investiga possível viagem de Flávio fora do Brasil em avião de advogado amigo

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Senador Flávio Bolsonaro é investigado por viagem a Argentina em jatinho de amigo sob suspeita.

A Polícia Federal está apurando a possível saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil em um voo particular no dia 27 de outubro. A investigação aponta que ele teria embarcado em um jatinho ligado ao advogado Willer Tomaz, que está sob investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro.

O voo, de acordo com relatos, partiu de Brasília e pousou em San Fernando, na Argentina. O Cessna Citation Excel, com prefixo PR-AAA, decolou às 5h05 e aterrissou às 8h40. A viagem levanta questões sobre a movimentação do senador, especialmente considerando que ele não é foragido e não possui mandado de prisão contra si.

Informações adicionais indicam que Fernanda Bolsonaro, esposa do senador, e suas filhas realizaram uma viagem separada para Cascavel, no Paraná, na mesma data. Elas teriam cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina por terra, enquanto Flávio permaneceu em território argentino, possivelmente viajando de avião.

Existem duas linhas de investigação sobre a movimentação do senador no dia em questão. Uma delas sugere que ele teria viajado em uma van que cruzou a fronteira na noite de 27 de outubro, enquanto a outra hipótese indica que ele teria chegado a Puerto Iguazú em um voo de Buenos Aires, aguardando a chegada da família.

Flávio Bolsonaro se manifestou em suas redes sociais, afirmando que foi procurado pela TV Globo, mas que a emissora não quis veicular sua entrevista na íntegra. Ele expressou preocupação com a possibilidade de uma reportagem ser exibida sem que lhe fosse dado o direito de resposta.

O advogado de Flávio, Frederick Wassef, declarou que as informações sobre a viagem do senador não são oficiais e que ele não fugiu do Brasil. Wassef afirmou que não há provas ou indícios que o incriminem, e que a situação envolve apenas uma apuração inicial sobre terceiros.

O jatinho utilizado na viagem pertence à empresa Jet Line Locações e Serviços Aéreos, cujas sócias são familiares de Willer Tomaz. A assessoria de Tomaz negou que qualquer aeronave de sua propriedade tenha sido usada por Flávio e sua família, afirmando que todas as operações são plenamente rastreáveis.

Informações sobre o rastreamento do Cessna PR-AAA não estão disponíveis ao público, e tanto o FlightAware quanto o Flightradar24 não conseguem fornecer dados sobre as rotas da aeronave, a pedido do proprietário.

O que se sabe sobre a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil:

  • Localização em 27 de outubro – Relatos indicam que Flávio teria deixado o Brasil e embarcado para os EUA em um jatinho a partir de Puerto Iguazú, enquanto seus aliados em Brasília não tinham certeza de seu paradeiro.
  • Entrada na Argentina – A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio e sua família entraram no país por terra e embarcaram em um jatinho rumo a Guayaquil.
  • Voo para Miami – O jatinho decolou para Guayaquil e, após uma escala, seguiu para Miami, evitando o espaço aéreo brasileiro.
  • Confirmação do paradeiro – O paradeiro do senador foi confirmado quando ele e sua família foram vistos desembarcando do jatinho em Miami.
  • Comunicação sobre a viagem – Flávio afirmou que não informou seus aliados sobre a viagem para evitar possíveis contratempos.

Nota da Defesa de Flávio

Declaração do advogado Frederick Wassef:

“Nenhuma informação sobre a viagem do senador Flávio Bolsonaro é oficial ou foi confirmada. Eventuais vazamentos de informações são ilegais e contribuem para a construção de narrativas distorcidas dos fatos. Flávio Bolsonaro não fugiu. A utilização do termo ‘fuga’ é falsa e não corresponde à realidade. O senador não responde a processo criminal, não foi indiciado, não é réu e não possui condenação criminal. Sua viagem, portanto, não representa fuga de absolutamente nada. A informação de que Flávio Bolsonaro teria fugido

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