Irã ameaça reabrir Estreito de Ormuz em 48 horas se EUA aceitarem exigências
Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições
O Irã anunciou a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz em um prazo reduzido de dois dias, dependendo da aceitação das condições que foram apresentadas aos Estados Unidos. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.
O Estreito de Ormuz é uma via vital para o transporte de petróleo mundial e tem estado sob bloqueio iraniano desde o início do conflito atual. A região se tornou um ponto crítico de tensão entre o Irã e os EUA, além de ser frequentemente palco de ataques.
“A possibilidade de implementar este plano em dois dias é mais uma demonstração da boa-fé do Irã”, afirmou Baqaei.
Ele também destacou que, se as demandas do Irã forem atendidas, a segurança no Estreito de Ormuz poderá ser restaurada rapidamente, permitindo a retomada das negociações.
A troca de mensagens entre o Irã e os EUA está em andamento por meio de mediadores, e a aceitação das condições apresentadas é crucial para avançar nas discussões. Baqaei enfatizou que “tudo depende” da disposição de Washington em aceitar os termos propostos.
Em setembro, o Irã, com a mediação do Catar, havia apresentado uma proposta para reabrir o estreito sob certas condições, incluindo um cessar-fogo regional e o desbloqueio de ativos iranianos no exterior, além do fim das sanções ao setor petrolífero.
Essas exigências estavam previstas em um acordo firmado anteriormente, após um cessar-fogo que, embora tenha sido implementado, não se sustentou por muito tempo antes que os ataques fossem retomados.
Recentemente, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, acrescentou novas condições, como a aceitação de uma nova rota para a passagem de navios pelo estreito e a redução da presença militar dos EUA na região.
Apesar da diminuição dos confrontos desde setembro, tanto os EUA quanto Israel, que estão em períodos eleitorais, ameaçaram retomar as ofensivas contra o Irã.
“Qualquer ato de agressão contra o Irã […] receberá uma resposta contundente, imediata e global da nossa parte”, declarou Baqaei.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, também se manifestou, afirmando que sua intenção de não agir contra o Irã até o momento se deve ao desejo de evitar mais perdas de vidas, mas advertiu que uma ação decisiva será necessária em algum momento.