PP manifesta descontentamento com críticas a Tereza Cristina após aliança com Rogério Marinho para liderança do Senado
Pressão sobre Tereza Cristina aumenta com candidatura de Rogério Marinho ao Senado
Senadores do PP expressaram desconforto com a candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado, marcada para esta quarta-feira, especialmente diante de ataques nas redes sociais e banners que pedem a desistência de Tereza Cristina.
Há um entendimento entre Marinho e Tereza para que um deles desista em favor do outro, visando uma candidatura única contra a reeleição de Davi Alcolumbre. No entanto, ainda não houve consenso sobre quem deve ser o candidato.
A pressão pela desistência tem causado desconforto a Tereza Cristina, que se sente incomodada com as críticas públicas que a acusam de “atrapalhar a oposição”.
Apesar da insatisfação, congressistas do PP afirmam que isso não deve alterar a posição de votos da sigla em relação a Alcolumbre, por enquanto. Contudo, se a pressão continuar, pode haver uma reavaliação da estratégia.
O PP conta com seis votos na próxima legislatura, o que o torna um ator importante no processo eleitoral, já que seus integrantes têm conexões tanto com a base do governo Lula quanto com a oposição.
Dois votos estão praticamente garantidos para Alcolumbre, enquanto outros dois devem apoiar a candidatura da oposição. Os dois restantes permanecem indecisos, influenciados por suas bases eleitorais e pela relação com o atual presidente do Senado.
A bancada do PL se reunirá para definir sua estratégia para a eleição do Senado, que ocorrerá em fevereiro. A expectativa é que o Novo e senadores de outras legendas de oposição se unam em apoio a Marinho.
O PP planeja boicotar o ato de lançamento da candidatura de Marinho, argumentando que ele deve ser o candidato devido ao apoio que recebe de 29 senadores do PL e três do Novo.
Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, busca apoio entre a bancada feminina e políticos de centro, mas enfrenta pressão para desistir e apoiar Marinho. Ela, no entanto, resiste a essa pressão.
O líder do PL no Senado defendeu a legitimidade da candidatura de Tereza e indicou que, conforme a data das eleições se aproxima, a oposição poderá avaliar qual candidato tem mais viabilidade.
Ele ressaltou a importância de Tereza como uma liderança feminina no projeto da direita, garantindo seu espaço entre os opositores.
Na visão do líder do PL, a composição do partido será mais favorável para enfrentar Alcolumbre em comparação a 2023, já que a legenda elegeu a maior bancada para a próxima legislatura.
Embora o voto para a presidência do Senado seja secreto, há um movimento entre a oposição para que os senadores revelem suas escolhas antes da votação, buscando evitar votos ocultos em Alcolumbre, que é criticado por seu papel em questões sensíveis como o impeachment de ministros do STF.
Alcolumbre, por sua vez, aposta em alianças com senadores de direita eleitos por partidos do centrão, apesar de não ter consultado previamente os senadores do PP e União Brasil, que já manifestaram apoio à sua reeleição.
O atual presidente do Senado busca apoio de outras legendas, como MDB e PSD, e conta com a ajuda do governo Lula para garantir sua permanência no cargo.
Na Câmara dos Deputados, líderes do PL se reuniram para discutir a liderança, mas não chegaram a um consenso. O líder da sigla afirmou que a decisão será tomada após ouvir os novos deputados.
Ele também negou que uma possível candidatura própria do PL seja uma má estratégia e reafirmou a intenção do partido de reivindicar a presidência de comissões permanentes.
O atual presidente da Câmara já conta com o apoio de partidos do centrão e da esquerda, o que pode dificultar a articulação de uma candidatura competitiva pelo PL.
O número de deputados que apoiam o atual presidente da Câmara já supera a metade do total de 513, o que indica uma forte possibilidade de reeleição.