Hackers desviam milhões em ataques à Binance e a um banco francês; entenda as diferenças entre os casos
FBI aponta Coreia do Norte como responsável pelo ataque à Binance, o maior roubo de criptomoedas da história.
A Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, e o banco francês Crédit Mutuel Arkéa foram alvo de ataques cibernéticos em um intervalo de apenas uma semana. Os hackers conseguiram desviar bilhões de reais, utilizando métodos distintos para acessar os recursos financeiros.
No caso da Binance, o roubo ocorreu diretamente das carteiras de criptomoedas da corretora. Já o banco francês teve recursos financeiros transferidos de suas contas, que foram rapidamente convertidos em criptomoedas. Essa conversão facilita a movimentação dos valores entre países, tornando o rastreamento mais difícil.
Como ocorreu o ataque à Binance

A equipe de segurança da Binance está investigando o ataque, rastreando a origem através do computador comprometido identificado como ponto de entrada. A corretora anunciou que outros pontos de invasão também foram detectados.
Mark Karpeles, ex-chefe da corretora de bitcoin Mt Gox, comentou que os hackers provavelmente acessaram as chaves privadas de pelo menos duas carteiras da Binance. Ele observou que a corretora divide seus ativos em diferentes sistemas, o que limita o impacto de um único ataque, mas ainda assim, a perda é significativa.
A Mt Gox, que encerrou suas atividades após um roubo de US$ 500 milhões em bitcoin há 12 anos, ainda é uma referência em casos de ataques a plataformas de criptomoedas.
De acordo com análises de blockchain, há uma forte evidência de que o ataque à Binance foi realizado pelo grupo de hackers TraderTraitor, vinculado à Coreia do Norte, com base em informações robustas coletadas.
O que aconteceu no banco francês

O Crédit Mutuel Arkéa confirmou que seus sistemas foram invadidos, resultando em transferências não autorizadas para outros bancos. Contudo, a instituição assegurou que as contas dos clientes não foram afetadas e que não houve prejuízo direto para eles. O montante desviado foi convertido em criptomoedas.
Relatos indicam que parte dos fundos roubados foi direcionada ao banco Kraken, que emitiu um alerta sobre transações suspeitas, após receber transferências significativas destinadas a um banco europeu.
A instituição financeira não confirmou um prejuízo de US$ 133 milhões, conforme noticiado, mas reconheceu que os valores comprometidos estavam nessa faixa.
Por que esses ataques preocupam
Especialistas apontam que os hackers estão se tornando cada vez mais sofisticados, e o uso de ferramentas de inteligência artificial pode potencializar suas ações. A possibilidade de utilização da IA nos ataques à Binance e ao banco francês ainda não foi confirmada.
As ferramentas de IA podem ser empregadas para identificar vulnerabilidades, automatizar tarefas e acelerar