Subsídios federais à energia atingem R$ 77,16 bilhões em 2025, com 70,14% destinados a combustíveis fósseis

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Brasil destina R$ 77,16 bilhões em subsídios ao setor de energia em 2025, com foco em combustíveis fósseis.

O Brasil anunciou um investimento significativo de R$ 77,16 bilhões em subsídios federais ao setor de energia para o ano de 2025. Segundo dados recentes, a maior parte desse montante, cerca de R$ 54,12 bilhões, o que representa 70,14%, foi alocada para combustíveis fósseis, incluindo petróleo, gás natural e carvão vegetal. Em contraste, as fontes de energia renovável receberam R$ 23,04 bilhões.

Em comparação com 2024, quando os subsídios totalizaram R$ 73,88 bilhões, houve um aumento de 4,44% nos apoios financeiros ao setor. Entretanto, a quantia destinada a combustíveis fósseis caiu 1,27% em relação aos R$ 54,82 bilhões do ano anterior. Esse cenário revela uma ligeira diminuição no apoio a fontes de energia não renováveis.

Os subsídios voltados à produção e ao consumo de energia renovável, por sua vez, apresentaram um crescimento notável de 20,89% em relação a 2024, período em que o total foi de R$ 19,06 bilhões. De acordo com os dados, para cada R$ 1 alocado às energias renováveis em 2025, R$ 2,35 foram direcionados aos combustíveis fósseis, evidenciando a disparidade nos investimentos entre os dois setores.

A expansão dos incentivos às energias renováveis foi impulsionada principalmente pela geração distribuída, que representou R$ 14,71 bilhões, ou 63,9% do total destinado a essas fontes. Essa modalidade se refere à produção de energia pelo próprio consumidor, como é o caso da instalação de placas fotovoltaicas em residências e estabelecimentos comerciais.

Entre os mecanismos de apoio aos combustíveis fósseis, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) arrecadou R$ 14,11 bilhões em 2025, um aumento de 26,62% em relação ao ano anterior. Este encargo é utilizado para financiar a geração de eletricidade em sistemas isolados que dependem de combustíveis fósseis, como as termoelétricas movidas a óleo diesel.

Especialistas do setor destacam que os números revelam uma continuidade na forte dependência dos combustíveis fósseis. Há um apelo por uma reforma dos subsídios que permita reorientar os recursos públicos para fortalecer a transição energética em direção a fontes mais sustentáveis.

O Ministério da Fazenda, em declaração, indicou que os dados refletidos no estudo ilustram uma trajetória de diminuição dos subsídios federais aos combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que se amplia o apoio às fontes renováveis. A pasta destacou iniciativas como a Lei dos Combustíveis do Futuro, o Plano de Transformação Ecológica e o EcoInvest Brasil, que visa mobilizar mais de R$ 190 bilhões, além do Fundo Clima, que prevê alocação de R$ 27,5 bilhões para 2026, como parte das estratégias voltadas à transformação do setor energético.

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