Dólar registra alta de 0,67% e encerra cotação a R$ 5,489 enquanto Ibovespa tem queda de 0,82%

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Bolsa de Valores registra queda com pressão do mercado americano e Selic mantida em 13,75%

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia em 166.191,45 pontos, apresentando uma queda de 0,82%. Essa movimentação reflete a pressão exercida pelo ambiente negativo nas bolsas de Nova York, especialmente no setor de tecnologia.

O dólar comercial também teve um desempenho negativo, fechando em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,489. A combinação desses fatores indica uma aversão ao risco por parte dos investidores, que têm reduzido suas posições em mercados emergentes.

A venda de ações de empresas de inteligência artificial, semicondutores e data centers foi um dos principais motores dessa aversão. O clima de incerteza aumentou após as recentes eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, onde os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, gerando expectativas de maior fiscalização sobre a administração do Partido Republicano.

Na quarta-feira, o resultado eleitoral havia impulsionado as bolsas americanas, mas a possibilidade de um controle mais rígido sobre os investimentos em inteligência artificial e a expansão de data centers acabou pesando sobre as ações do setor, revertendo a tendência positiva.

Agenda econômica

O mercado também acompanhou de perto a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e economistas, focando na discussão da agenda econômica e na situação das contas públicas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou que houve uma “elevada convergência” nas diretrizes econômicas, embora não tenham sido discutidas medidas específicas.

Outro ponto importante foi a decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos. O Banco Central justificou a decisão citando o aumento das incertezas, a elevação das expectativas de inflação e a desaceleração mais acentuada da atividade econômica no país.

Esses fatores tornam o cenário econômico desafiador, refletindo a necessidade de cautela na condução da política monetária para enfrentar as novas condições do mercado.

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