Lula convoca ministros e economistas para discutir agenda econômica enquanto anúncio de medidas é adiado

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Reunião entre Lula e ministros aborda agenda econômica antes de viagens internacionais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com autoridades e conselheiros para discutir a agenda econômica do governo. Durante o encontro, solicitado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi enfatizada a necessidade de afunilar medidas que só serão validadas após a viagem do presidente ao exterior.

A reunião ocorreu logo após o Banco Central interromper o ciclo de cortes de juros, em um momento de incertezas sobre a equipe econômica e a política fiscal do governo Lula, o que tem gerado volatilidade nos indicadores financeiros e pressão de agentes do mercado.

Durigan mencionou que ele e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, trabalharão para endereçar eventuais medidas a serem apresentadas após o retorno do presidente de sua viagem.

Lula viajará à Turquia para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31) em Antália, e depois seguirá para as Filipinas, onde participará da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), programada entre os dias 15 e 17 de novembro.

O ministro da Fazenda reafirmou o compromisso do governo com a sustentabilidade das contas públicas e a melhoria progressiva dos resultados primários, embora tenha destacado que medidas específicas não foram discutidas na reunião.

Durigan também declarou que o governo se compromete a melhorar o resultado primário do país nos próximos quatro anos, além de reforçar as regras fiscais vigentes.

O encontro, realizado no Palácio da Alvorada, contou com a presença do vice-presidente e de ministros importantes, como Bruno Moretti, Miriam Belchior e Esther Dweck, além de figuras proeminentes do setor econômico, incluindo o presidente do BNDES e ex-ministros da Fazenda.

Embora o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tenha sido convidado, não compareceu devido a compromissos em São Paulo.

Em declarações anteriores, Durigan ressaltou que o governo Lula precisará criar condições estruturais adequadas para estimular a redução da taxa de juros, reconhecendo que a atual taxa elevada prejudica diversos setores da economia.

Sobre a recente decisão do Comitê de Política Monetária de manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, Durigan optou por não fazer comentários valorativos, mas reiterou que a taxa elevada é um desafio para o crescimento econômico.

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