Feevale seleciona três pesquisadoras para programa de apoio a mães cientistas
Universidade Feevale aprova projetos que apoiam mães cientistas em suas trajetórias acadêmicas.
A Universidade Feevale teve três projetos aprovados no Programa Aurora — Continuidade da Trajetória de Mães Cientistas, promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). As propostas, desenvolvidas pelas pesquisadoras Carmem Giongo, Danielle Paula Martins e Sabrina Daiana Cúnico, receberão suporte financeiro para garantir a continuidade das atividades acadêmicas durante a gestação e após a licença-maternidade.
A iniciativa é direcionada a professoras vinculadas a programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes. O programa oferece bolsas de pós-doutorado, que possibilitarão a colaboração de profissionais com as docentes beneficiárias, contribuindo assim para o avanço das pesquisas e das atividades acadêmicas.
Na Feevale, as selecionadas para essa colaboração incluem Kelly Fabiane Spier, que atuará no Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental, e Helena Salgueiro Lermen e Vanessa Ruffatto Gregoviski, que farão parte do Mestrado em Psicologia. Essas profissionais se dedicarão a apoiar os projetos das professoras contempladas.
Carmem Giongo expressou que a aprovação dos projetos é significativa tanto em um nível pessoal quanto político, ao reconhecer que a permanência de mulheres na Ciência está intimamente ligada às condições que possibilitam o exercício de suas profissões. Ela enfatiza que a produção científica não depende apenas do esforço individual, mas também das condições concretas que permitem que as mulheres ocupem esses espaços.
A pesquisadora também aponta que a organização da produção científica historicamente desconsiderou as desigualdades de gênero e os trabalhos de cuidado. Por isso, ela defende a implementação de políticas que reconheçam essas disparidades e que contribuam para sua transformação.
Maternidade na trajetória acadêmica
Danielle Paula Martins ressalta que o programa é fruto de uma mobilização coletiva de mães cientistas que buscam o reconhecimento da parentalidade como parte integrante da carreira acadêmica. Ela também destaca que as bolsas possibilitam a inclusão de doutoras que estão fora do ambiente acadêmico, permitindo que elas contribuam com o desenvolvimento das pesquisas.
Sabrina Cúnico, por sua vez, enfatiza que a seleção dos projetos reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para a equidade de gênero na pós-graduação e na carreira docente. Ela acredita que iniciativas como essa são essenciais, pois reconhecem e valorizam a maternidade como um componente legítimo da trajetória profissional das mulheres pesquisadoras.