SUS inclui novo medicamento no tratamento da colangite biliar primária
Bezafibrato é agora parte do SUS para tratamento da colangite biliar primária.
O bezafibrato foi oficialmente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da colangite biliar primária. A decisão do Ministério da Saúde foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira, através da Portaria SCTIE/MS nº 73, datada de 4 de novembro.
Conforme estipulado na portaria, as áreas técnicas do Ministério têm um prazo de até 180 dias para implementar a disponibilidade do medicamento na rede pública. A medida já está em vigor desde a data de publicação.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, foi a responsável pela assinatura da decisão. O relatório que recomenda a incorporação do bezafibrato, elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), está disponível para consulta no site do órgão.
A colangite biliar primária é uma doença autoimune crônica e rara que atinge o fígado. Ela ocorre quando o sistema imunológico ataca as células dos pequenos ductos biliares, que são responsáveis pelo transporte da bile do fígado para o intestino. Esse ataque provoca inflamação e destruição progressiva desses ductos, resultando em acúmulo de bile no fígado.
Com o avanço da doença, o acúmulo de bile pode causar lesões nas células hepáticas, levando à formação de cicatrizes no fígado (fibrose) e, em estágios mais avançados, à cirrose e à insuficiência hepática. Os sintomas mais comuns incluem cansaço persistente, coceira na pele, boca e olhos secos, além de desconforto abdominal. Em alguns casos, a doença pode ser assintomática por anos, sendo detectada apenas em exames de sangue.
A colangite biliar primária afeta predominantemente mulheres, especialmente a partir dos 40 anos de idade. Embora ainda não exista cura, o tratamento é voltado para controlar a progressão da doença, minimizar os danos ao fígado e prevenir complicações. A inclusão do bezafibrato no SUS representa um avanço significativo nas opções de tratamento disponíveis para os pacientes que sofrem dessa condição.