Agro brasileiro se destaca como fornecedor global de alimentos e biocombustíveis, revela Fórum Planeta Campo
Fórum Planeta Campo 2026 destaca a integração entre produção de alimentos e bioenergia.
A produção de alimentos e a geração de energia não precisam competir por espaço, mas sim otimizar a utilização da mesma área. Este conceito foi amplamente abordado durante o Fórum Planeta Campo 2026, realizado em São Paulo.
O evento revelou que o planejamento energético nacional já prevê investimentos de R$ 142 bilhões em biocombustíveis entre 2027 e 2036.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária, a atividade convencional do produtor rural demonstrou a capacidade do setor. Ele exemplificou que o sistema de integração lavoura-pecuária já permite o cultivo de diversas culturas na mesma terra, como soja e milho, ambos utilizados para biocombustíveis, além da produção de carne e outros produtos agrícolas.
O presidente do Sistema Faesp/Senar destacou que esse processo promove um equilíbrio sustentável entre alimentação e bioenergia. Um exemplo concreto é a indústria de etanol de milho, que, no terceiro trimestre de 2026, apresentou uma produção de 2,9 milhões de metros cúbicos, representando um crescimento de 23,7% em um ano.
Adicionalmente, a produção de coprodutos, como o DDG, fornece insumos valiosos para a nutrição animal. O diretor executivo de uma das principais empresas do setor enfatizou que o DDG é essencial para aumentar o ganho de peso dos bovinos e melhorar a saúde das vacas durante a gestação.
O produtor rural ressaltou a importância dessa interação para a evolução da agricultura, citando o cacau como exemplo de cultivo sustentável que ajuda a preservar a Mata Atlântica na Bahia.
Lei do Combustível do Futuro
O Fórum também discutiu o marco regulatório dos biocombustíveis, focando na utilização de protocolos de emissões e políticas públicas que possam acelerar o avanço do setor.
Uma das principais ferramentas para isso é a lei do combustível do futuro, que estabelece diretrizes para o uso de fontes renováveis. O desafio atual é garantir a implementação dessas regras e a previsibilidade necessária para atrair investimentos.
A lei inclui mandatos para mistura de etanol, biodiesel, biogás e biometano, além de combustíveis sustentáveis para aviação e navegação. O autor da lei destacou avanços significativos nesse sentido.
O presidente de uma associação do setor reforçou que a cadeia produtiva brasileira possui capacidade para aumentar a mistura de biodiesel no diesel, superando a porcentagem atualmente em vigor, e que o setor está preparado para essa transição.
Durante o evento, uma homenagem foi prestada ao ex-ministro da Agricultura, que foi reconhecido por suas contribuições ao agronegócio brasileiro. Ele expressou seu desejo de que o Brasil se torne um campeão mundial da paz ao alimentar o mundo.
A transmissão do evento está disponível na íntegra.