Queda em Chicago impacta preços da soja enquanto Brasil enfrenta desaceleração

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Mercado brasileiro de soja enfrenta pressão com queda nas cotações internacionais.

O mercado de soja no Brasil passou por uma semana de desafios, impactado pela desvalorização dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Apesar de um câmbio favorável, a diminuição das cotações internacionais afetou os preços locais e reduziu o ritmo das vendas. Diante disso, os produtores direcionaram seu foco para o avanço do plantio da safra 2026/27.

Na CBOT, os contratos com vencimento em janeiro, que são os mais negociados, tiveram uma queda acumulada de 3,8% ao longo da semana. Na manhã de sexta-feira, os preços eram cotados a US$ 11,87 por bushel, o que representa o menor valor em mais de dois meses. O aumento na colheita nos Estados Unidos, aliado à expectativa de uma produção maior, superou os sinais de demanda vinda da China, mantendo as cotações em baixa.

Além disso, a expectativa de um aumento na estimativa de produção americana, a ser divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em um relatório previsto para 10 de novembro, também influenciou o mercado. Especialistas projetam que a safra de 2026/27 será de 4,601 bilhões de bushels, um aumento em relação aos 4,562 bilhões estimados anteriormente. Também se espera que os estoques de passagem nos Estados Unidos atinjam 336 milhões de bushels, em comparação com os 315 milhões da projeção anterior.

No cenário global, há previsão de um aumento nos estoques finais de soja. Para a temporada 2026/27, a expectativa é que esses estoques cheguem a 125,3 milhões de toneladas, um incremento em relação aos 124,3 milhões atuais. Para a safra 2025/26, as projeções do USDA devem passar de 124,9 milhões para 125 milhões de toneladas.

No mercado físico brasileiro, os preços da soja apresentaram variações distintas nas principais praças. Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 152,00 para R$ 152,50. Em Cascavel (PR), os preços se mantiveram estáveis em R$ 148,00, enquanto em Rondonópolis (MT) houve uma queda de R$ 141,00 para R$ 140,00. No Porto de Paranaguá (PR), a cotação permaneceu estável em R$ 159,00.

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