Fraudes no e-commerce aumentam durante o Carnaval, revela Signifyd

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O Carnaval é uma época de festa, mas também de riscos crescentes de fraudes digitais.

O Carnaval se destaca como uma das principais celebrações do Brasil, mas a relação entre a festividade e o crime digital é alarmante. Quando um dispositivo ou cartão é furtado durante um bloco, organizações criminosas rapidamente tentam utilizar essas informações para realizar compras online antes que a vítima perceba o roubo.

De acordo com previsões, o Carnaval deste ano deve injetar R$ 14,48 bilhões na economia brasileira, evidenciando um aquecimento significativo no comércio durante este período festivo.

Embora os consumidores estejam cada vez mais alertas sobre fraudes tradicionais, como o uso de máquinas com visor danificado e clonagem de cartões, novas táticas de ataque surgem anualmente. Isso exige que o varejo se posicione como uma linha de defesa essencial na proteção contra esses crimes.

O gerente geral de uma empresa especializada em segurança, alerta que períodos de alta demanda aumentam a vulnerabilidade dos varejistas. Os criminosos, bem organizados, aproveitam a distração das festividades para realizar suas ações, exigindo que os lojistas utilizem tecnologias avançadas capazes de analisar grandes volumes de dados rapidamente, evitando tanto a rejeição de clientes legítimos quanto a aprovação de transações fraudulentas.

Compras fraudulentas durante o Carnaval

A pressão por fraudes nas lojas durante o Carnaval é evidente. Dados de uma rede de segurança mostram que, em 2025, o mês do Carnaval se tornou um dos mais críticos do ano para o varejo em relação ao número de tentativas de pedidos fraudulentos, com picos quase três vezes maiores do que no mês anterior.

Embora as tentativas de fraude tenham aumentado, o valor médio desses pedidos caiu em comparação ao ano anterior, sugerindo que os criminosos estão adotando abordagens menos evidentes. Uma das táticas utilizadas é a “testagem de cartões”, onde muitos pequenos valores são transacionados, resultando em um grande prejuízo para o varejo, mas dificultando a detecção pelo consumidor.

Com o aumento do risco, muitos lojistas adotam uma postura defensiva, rejeitando mais de 10% de seus pedidos por receio de fraudes. Essa abordagem, no entanto, resulta em perda de vendas e clientes genuínos devido à falta de sistemas inteligentes. Essa falha pode ter um custo elevado ao longo do ano e, especialmente durante o Carnaval de 2026, pode significar uma perda significativa de receita adicional durante as festividades.

Quando um sistema de e-commerce identifica uma compra fora do padrão do cliente, possivelmente utilizando dados de um dispositivo recém-furtado, o lojista não apenas evita um prejuízo que a vítima só perceberia dias depois, mas também transforma a segurança em uma ferramenta valiosa de fidelização de clientes a longo prazo.

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