Pastor relata encontro assustador com Bolsonaro durante visita à Papudinha
Ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta melhora após visita de pastor.
Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, relatou que o ex-presidente Jair Bolsonaro mostrou-se um pouco mais equilibrado durante sua última visita, apesar de ter enfrentado um pico de pressão alta recentemente.
Na visita realizada no dia 17 de fevereiro de 2026, o pastor descreveu Bolsonaro como “assustado” devido a uma crise de pressão que ocorreu enquanto ele caminhava em sua cela no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Rodovalho destacou que, embora Bolsonaro estivesse um pouco mais estável em relação aos soluços, ele ainda demonstrava preocupação com sua saúde. O pastor enfatizou a importância de cuidados emocionais e físicos adequados para o ex-presidente, sugerindo que esses cuidados seriam mais eficazes em sua residência.
A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também comentou sobre a saúde do ex-presidente, afirmando que ele havia sofrido um pico de pressão com tontura enquanto se exercitava. Apesar do susto, ela assegurou que ele estava estável após o incidente.
O fisioterapeuta de Bolsonaro relatou que a crise de soluços resultou em fadiga e cansaço, mas que a situação de saúde do ex-presidente já estava sob controle.
PRISÃO DOMICILIAR
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, solicitando a prisão domiciliar em caráter humanitário. O pedido, feito em 11 de fevereiro, argumenta que há uma deterioração progressiva da saúde do ex-presidente, com riscos à sua integridade física.
No documento, os advogados mencionam um laudo da perícia médica da Polícia Federal que recomenda a análise dos sintomas neurológicos apresentados por Bolsonaro. Além disso, foram anexados pareceres técnicos que apontam a incompatibilidade entre o estado de saúde do ex-presidente e as condições de detenção.
Bolsonaro, que foi transferido para a Papudinha em 15 de janeiro, apresenta diversas doenças crônicas, como hipertensão arterial, apneia obstrutiva do sono grave, obesidade clínica e outras condições que, segundo sua defesa, aumentam o risco à sua vida no ambiente prisional.
A defesa argumenta que a falta de um ambulatório médico adequado na Papudinha e a necessidade de um médico em regime de plantão para cuidados emergenciais reforçam a urgência do pedido de prisão domiciliar, visando garantir a saúde e a segurança do ex-presidente.
