Porto Alegre confirma primeiro caso de Mpox em 2026 e reforça alerta à população

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Vigilância Epidemiológica confirma ocorrência na capital gaúcha em véspera do Carnaval, com orientações para prevenção e cuidados

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou nesta terça-feira (17/02) o primeiro caso de Mpox registrado em 2026 na capital do Rio Grande do Sul. Segundo o boletim da Vigilância Epidemiológica, trata-se de um caso importado, ou seja, a infecção ocorreu fora dos limites do Estado.

A doença, causada pelo Vírus Mpox (MPXV) — integrante da mesma família biológica do vírus da varíola — foi detectada em um morador da cidade que apresentou sintomas característicos e teve diagnóstico confirmado por exame laboratorial. Em 2025, Porto Alegre contabilizou 11 casos da doença.

O que é Mpox e como ocorre a transmissão

A Mpox é uma infecção viral que pode se manifestar com sintomas como:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • fraqueza;
  • linfonodos inchados (ínguas);
  • lesões e erupções na pele.

A transmissão acontece principalmente por meio de:

  • contato direto com lesões na pele ou pústulas de pessoas infectadas;
  • secreções respiratórias e saliva em contato próximo;
  • objetos contaminados e contato íntimo prolongado.

Alerta reforçado durante o Carnaval

Com a proximidade das festas de Carnaval — período em que há intensa circulação de pessoas, proximidade física e aglomerações — as autoridades sanitárias de Porto Alegre reforçaram as orientações de prevenção para foliões e demais moradores.

Entre as principais recomendações divulgadas estão:

  • observar a própria pele antes de participar de eventos, verificando a presença de bolhas, feridas ou lesões suspeitas;
  • evitar contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem sinais cutâneos suspeitos;
  • higienizar frequentemente as mãos com álcool em gel 70% ou água e sabão;
  • não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, garrafas, roupas, toalhas ou talheres;
  • utilizar máscara em situações de aglomeração intensa, especialmente se houver circulação ativa do vírus.

As autoridades também orientam que, caso alguém apresente sintomas compatíveis com Mpox, busque atendimento em uma unidade de saúde para avaliação e eventual isolamento domiciliar, evitando a disseminação da infecção.

Contexto epidemiológico

Este novo caso reitera a importância da vigilância permanente em relação à Mpox e de medidas preventivas, sobretudo em épocas de grande mobilização social. Embora o número de casos no Brasil e no Rio Grande do Sul ainda seja considerado baixo em comparação com surto recentes no exterior, a vigilância em saúde pública segue atenta e orienta a população a manter medidas de precaução — principalmente em um cenário de festas e eventos públicos.

Foto : Divulgação / Agencia Brasil

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