Oito tendências de segurança de aplicações para 2026
Aceleramento no desenvolvimento de software traz novos riscos de segurança.
A inteligência artificial tem revolucionado o desenvolvimento de software, encurtando o tempo entre a concepção, produção e utilização de aplicações. Contudo, essa agilidade também gera preocupações significativas em relação à segurança.
Recentemente, especialistas alertaram que a mesma tecnologia utilizada para criar aplicativos está sendo empregada por cibercriminosos para descobrir e explorar vulnerabilidades. Por um custo acessível, esses criminosos conseguem identificar falhas em sistemas, tornando a segurança de aplicações uma prioridade ainda maior.
A segurança de aplicações, ou AppSec, está se transformando. A abordagem atual exige que a segurança seja integrada desde o início do ciclo de desenvolvimento, antecipando possíveis abusos da inteligência artificial e mapeando padrões de ataque para proteger as aplicações em todas as suas camadas.
Em um cenário em constante evolução, foram identificadas oito tendências de AppSec que devem ser observadas tanto no Brasil quanto no exterior.
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IA vai escrever código (e riscos)
Atualmente, ferramentas de programação com inteligência artificial são responsáveis por uma parcela significativa do código produzido globalmente. Este número deve aumentar consideravelmente nos próximos anos, mas a velocidade de desenvolvimento também pode facilitar a propagação de falhas e a criação de vulnerabilidades replicáveis.
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Governança sobre IA se torna crítica
A implementação de KPIs, métricas de risco e a integração com a engenharia são essenciais para o sucesso de programas de AppSec. A capacidade analítica aumentou, mas os riscos também cresceram, tornando a governança do código gerado pela IA uma função vital para os negócios.
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Supply chain de software como vetor de ataques
O foco da segurança não está mais apenas no código que as empresas desenvolvem, mas também nas bibliotecas, pacotes e APIs que utilizam. A interconexão digital criou uma cadeia de suprimentos vulnerável, onde ataques a fornecedores e dependências podem resultar em incidentes sérios.
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Superfície de ataque expandida
Com a adoção de microsserviços e sistemas legados, os pontos vulneráveis aumentaram significativamente. Cada nova API pode ser uma porta de entrada para ataques, tornando essencial o mapeamento e a governança dessa superfície de ataque.
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AppSec e medição de impacto
A avaliação de segurança deve se concentrar não apenas no número de vulnerabilidades, mas naquelas que podem impactar diretamente as operações do negócio.
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Dados, não intuição
Em ambientes complexos, decisões baseadas em dados são fundamentais. Informações sobre falhas passadas e riscos associados devem guiar as prioridades e investimentos em segurança.
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Shift left como padrão
A segurança deve ser considerada antes mesmo do desenvolvimento do código, através de análises de requisitos e revisões de arquitetura, evitando que falhas sejam incorporadas desde o início.
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Cultura e defesa
Apesar da automação e da inteligência artificial, o fator humano continua sendo crucial. Um número significativo de incidentes relacionados ao uso de IA no desenvolvimento de código demonstra a necessidade de uma abordagem de governança eficaz.
