Projeto sugere abono natalino para beneficiários do Bolsa Família

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Proposta de abono natalino para beneficiários do Bolsa Família avança na Câmara dos Deputados.

Tramita na Câmara dos Deputados uma proposta que visa instituir o abono natalino, semelhante ao 13º salário, para as famílias que recebem o Bolsa Família. O projeto de lei 4.964/2025 propõe alterações na legislação vigente do programa para garantir esse benefício adicional.

Segundo a proposta, o pagamento do abono será realizado no mês de dezembro, correspondendo a um doze avos da soma total dos benefícios recebidos pela família ao longo do ano. Essa medida busca proporcionar um suporte financeiro extra durante as festividades de fim de ano.

A proposta foi originada pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara, a partir de uma sugestão enviada por uma entidade civil de Macaé, no Rio de Janeiro. A iniciativa reflete a necessidade de promover justiça social, oferecendo um final de ano mais digno para as famílias em situação de vulnerabilidade.

Além disso, o texto argumenta que o abono natalino equipara os beneficiários do Bolsa Família aos trabalhadores formais e aposentados, que já recebem gratificação natalina. Essa equiparação é vista como um passo importante para reduzir as desigualdades sociais no país.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a disparidade de renda entre os mais ricos e os mais pobres no Brasil está em níveis alarmantes, com a camada mais rica ganhando 14,4 vezes mais do que os 40% mais pobres. Essa situação reforça a urgência de medidas que promovam maior equidade social.

“Fica evidente, portanto, a importância e a urgência da instituição do décimo terceiro no Programa Bolsa Família, não apenas como medida de justiça social, mas também para impulsionar a economia nacional por meio do estímulo ao consumo e à geração de empregos.”

Tramitação

O projeto agora será analisado por diversas comissões, incluindo as de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; Finanças e Tributação; Constituição e Justiça; e Cidadania. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

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