EUA, Ucrânia e Rússia encerram negociações sem acordo e Zelensky denuncia manobras russas

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Negociações entre EUA, Ucrânia e Rússia terminam sem acordo para fim da guerra

Uma nova rodada de negociações trilaterais entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia ocorreu em Genebra, na Suíça, mas resultou em mais um impasse na busca por um acordo para encerrar o conflito entre os dois países europeus.

O término das conversas foi confirmado por volta das 7h no horário de Brasília. As tratativas duraram quase duas horas nesta quarta-feira e cerca de seis horas na terça-feira. Ambas as partes descreveram as negociações como “difíceis”, mas expressaram a intenção de realizar novos encontros em breve.

“Podemos ver que houve progresso, mas, por enquanto, as posições divergem porque as negociações foram difíceis”, afirmou o presidente ucraniano, destacando que os dois lados concordam em muitos aspectos militares, mas ainda não chegaram a um consenso sobre a situação dos territórios no leste da Ucrânia e da usina nuclear de Zaporizhzhia.

O chefe da delegação russa, Vladimir Medinski, caracterizou as discussões como “difíceis, mas profissionais”. Ele informou que uma nova reunião está prevista para um futuro próximo, sem fornecer detalhes adicionais.

O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, também mencionou que houve progresso, mas não pôde compartilhar informações específicas sobre os avanços nas conversas.

Um dos principais pontos de discórdia entre Ucrânia e Rússia continua a ser a questão territorial. Moscou exige a entrega da região de Donbas, enquanto Kiev se recusa a ceder o restante da área no leste ucraniano que ainda está sob seu controle.

“As conversas foram tensas”, afirmou um negociador russo não identificado, ressaltando a complexidade das discussões.

Antes do encerramento da reunião em Genebra, Zelensky acusou a Rússia de atrasar as negociações e afirmou que um acordo para finalizar a guerra, que completará quatro anos na próxima semana, poderia já ter sido alcançado. O líder ucraniano também enfatizou a necessidade de uma participação europeia nas negociações, considerando-a essencial.

O enviado especial do governo dos Estados Unidos para o conflito, Steve Witkoff, mencionou “progresso significativo” nas conversas, mas não forneceu detalhes adicionais sobre os avanços discutidos.

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