Pecuarista influencia negociações e registra nova alta na arroba
Arroba do boi gordo alcança seu maior valor do ano em São Paulo.
A arroba do boi gordo registrou um preço de R$ 344,56 em São Paulo, conforme dados recentes do mercado. Este valor representa o maior patamar alcançado no ano, acompanhado por altas em outras regiões como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde as negociações apresentam uma média de R$ 325.
O mercado futuro também demonstra um comportamento otimista, com o contrato para março se aproximando de R$ 350. A analista de mercado Beatriz Bianchi observa que essa elevação é significativa em relação à semana anterior e reflete a dinâmica das principais praças produtoras, além de uma oferta restrita de animais.
O início do regime de chuvas em 2026 tem favorecido a qualidade das pastagens, permitindo que os pecuaristas mantenham os animais a pasto, o que influencia o ritmo das negociações. Essa condição climática propicia uma retenção maior dos animais, impactando diretamente a disponibilidade para abate.
Outro fator que contribui para a situação atual do mercado é a redução da oferta sazonal de animais provenientes de confinamento. Isso dificulta a composição das escalas de abate, que atualmente se estabelecem em níveis baixos, em torno de seis dias corridos, segundo Beatriz.
Com relação à demanda, o consumo de carne bovina continua firme e estável. Os preços da carcaça casada no atacado paulista permanecem próximos a R$ 23 o quilo. O movimento de consumo foi intensificado pelo feriado de Carnaval e pelo retorno das aulas escolares, que também impulsionam as compras.
Exportação de carne bovina
As exportações de carne bovina estão igualmente aquecidas, com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicando embarques diários de cerca de 13,7 mil toneladas na segunda semana de fevereiro. Isso representa uma valorização de 43% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A trajeto de valorização nos preços da tonelada exportada tem contribuído para a balança comercial brasileira, gerando um panorama positivo para o setor. No entanto, Beatriz destaca que o dólar pode representar um elemento limitante para a rentabilidade e para os spreads da indústria exportadora, exigindo cautela nas projeções futuras.
