Rebeca Ramagem denuncia perseguição política em meio a trabalho solicitado
Rebeca Ramagem contesta ordem de retorno ao trabalho presencial em Roraima
A Procuradoria-Geral do Estado de Roraima determinou que Rebeca Ramagem, procuradora do Estado, retorne ao trabalho presencial, apesar de sua atuação remota desde 2016.
Atualmente, Rebeca está nos Estados Unidos com seu marido, Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e suas duas filhas. A decisão do governo gerou polêmica, uma vez que a procuradora alega que suas funções têm sido desempenhadas sem prejuízo por meio de plataformas digitais.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Rebeca argumenta que todas as atividades judiciais, como audiências e reuniões, podem ser realizadas virtualmente. Ela afirma não haver justificativa técnica para a exigência de sua presença física na Procuradoria.
Classificando a ordem como uma forma de “perseguição política”, Rebeca destacou que cerca de um terço dos procuradores do Estado já trabalham remotamente, indicando que o modelo é aceito e regulamentado. Ela expressou sua indignação, afirmando: “Exerço minhas funções dessa forma desde 2016, sem qualquer prejuízo ao serviço público.”
Rebeca também ressaltou que a situação representa um ato arbitrário que evidencia a perseguição política que enfrenta. Ela se mostrou confiante de que ainda existem pessoas dispostas a agir com justiça, apesar das adversidades.
Alexandre Ramagem, por sua vez, foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e é considerado foragido, tendo deixado o Brasil em dezembro. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua prisão em meio a investigações relacionadas a esses atos.
O ex-deputado foi sentenciado por crimes que incluem a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Após sua condenação, a Câmara dos Deputados declarou a perda de seu mandato.
Em seu depoimento ao STF, realizado por videoconferência em fevereiro, Ramagem negou as acusações, incluindo o uso indevido da Abin para monitorar adversários políticos.
