Datas Históricas: Quaresma, Ramadã e Ano-Novo Chinês se Encontram em 2023 pela Primeira Vez desde 1863
Datas do início de Quaresma, Ramadã e Ano-Novo Chinês se alinham pela primeira vez desde 1863.
Este ano, o início da Quaresma, do Ramadã e do Ano-Novo Chinês coincide, um fenômeno que não ocorria desde 1863. Essa sincronia gerou discussões nas redes sociais, onde muitos destacam a importância desse alinhamento.
A Quaresma, que é um período de 40 dias que precede a Páscoa, começou no dia 18 de fevereiro, logo após o Carnaval. Durante esse tempo, os católicos se dedicam a práticas de jejum, oração e generosidade.
O Ramadã, mês sagrado do islamismo, também teve seu início na mesma data. Este período é marcado pelo jejum diário e pela reflexão, sendo um momento em que os muçulmanos se dedicam a obras de caridade e à oração. Tradicionalmente, acredita-se que foi durante este mês que Deus revelou o Alcorão ao profeta Maomé.
Por sua vez, o Ano-Novo Chinês começou no dia 17 de fevereiro. Esta celebração, que segue o calendário lunar, é um dos feriados mais importantes da China e é também conhecido como Festival da Primavera. O ano de 2026 é o 4274 do calendário chinês e é simbolizado pelo Cavalo de Fogo, um dos 12 animais do zodíaco chinês.
Além da coincidência de datas, representantes religiosos veem essa sincronia como uma oportunidade para promover a reflexão sobre o respeito e a harmonia entre diferentes tradições. O Ano-Novo Chinês é celebrado não apenas na China, mas também em outros países asiáticos, como Vietnã e Coreia do Sul.
A abadessa Miao You, do Templo Zulai, destaca que o Ano do Cavalo de Fogo representa “paixão, ímpeto e rápidas transformações”, enfatizando a coexistência de desafios. Ela afirma que essa coincidência é um lembrete de que, independentemente do calendário, as comunidades podem celebrar juntas, respeitando as diferenças.
Ali Zoghbi, presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, ressalta que esse momento é uma oportunidade de reflexão sobre as práticas religiosas que promovem a caridade e a sensibilidade em relação ao próximo. Ele observa que o jejum é uma forma de entender a fome e ajudar os necessitados, um caminho para o aprimoramento espiritual.
O padre José Bizon, da Arquidiocese de São Paulo, também comenta sobre a importância da coincidência das datas, ressaltando os valores comuns entre as tradições religiosas, como a oração, o jejum e a caridade. Ele menciona a beleza do diálogo inter-religioso e a necessidade de respeito mútuo entre as diferentes crenças.
