Primeiro caso de mpox é confirmado no Rio Grande do Sul em 2026, destacando a necessidade de cuidados preventivos
Primeiro caso de mpox é confirmado no Rio Grande do Sul em 2026
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de mpox, anteriormente conhecida como “varíola-dos-macacos”, neste ano. Duas suspeitas adicionais de contágio estão sendo investigadas.
A mpox é causada pelo vírus do gênero Orthopoxvirus, que também é responsável pela varíola. A forma mais comum de transmissão ocorre através do contato direto e próximo com indivíduos infectados, mas também pode ocorrer indiretamente, por meio de objetos contaminados.
Os principais sintomas da infecção incluem lesões na pele que podem evoluir para bolhas e crostas, aumento dos linfonodos, febre, dores de cabeça e dores corporais. É importante que as pessoas conheçam esses sinais e busquem atendimento médico ao apresentá-los.
Medidas simples de prevenção são eficazes, como a higienização frequente das mãos, a não compartilhamento de objetos pessoais e a evitação de contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas ou já tenham sido diagnosticadas com a doença.
Os serviços de saúde municipais foram instruídos a notificar imediatamente casos suspeitos e a coletar amostras para análise. No Rio Grande do Sul, essas amostras são enviadas para o Laboratório Central do Estado (Lacen) para exame.
Vacinação
A vacinação contra a mpox no estado segue diretrizes nacionais, priorizando grupos de maior risco para formas graves da doença. Isso é determinado por avaliações técnicas e científicas, com a participação dos conselhos de Saúde estaduais e municipais.
Desde o início da campanha de imunização, 865 doses foram aplicadas no Rio Grande do Sul, abrangendo dois tipos de procedimentos: pré e pós-exposição.
A pré-exposição é voltada para indivíduos com HIV/aids, homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais acima de 18 anos com comprometimento imunológico, além de profissionais de laboratório que trabalham com o vírus em ambientes seguros.
Já a pós-exposição é recomendada para aqueles que tiveram contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas, com avaliação do risco feita pela vigilância local. Em Porto Alegre, vacinas foram administradas a contatos do caso confirmado logo após a confirmação da doença.
Situação epidemiológica
Após a observação de casos em 2022, a circulação do vírus diminuiu, mas algumas ocorrências continuam a ser registradas no Rio Grande do Sul e no Brasil. O estado teve 21 casos confirmados em 2024 e 22 no ano anterior.
A primeira confirmação do caso de mpox em 2026 é de um residente de Porto Alegre, e até o momento, outras nove suspeitas foram descartadas, enquanto duas permanecem sob investigação.
Saiba mais
Mpox, termo derivado do inglês “monkeypox”, é uma infecção viral que causa erupções cutâneas que podem afetar diversas partes do corpo, incluindo áreas como rosto, palmas das mãos e órgãos genitais. Os sintomas também incluem febre, dor de cabeça, inchaço dos gânglios linfáticos, dor nas costas, dores musculares e fadiga.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com lesões de pele de infectados ou com superfícies contaminadas. O contato direto ou indireto com gotículas respiratórias também é uma via de contágio, sendo que o período de transmissão se encerra com a cicatrização das lesões.
A prevenção se baseia principalmente no uso de máscara facial e na higienização das mãos e superfícies, semelhante às diretrizes para combate ao coronavírus. Ao apresentar sintomas, recomenda-se procurar o posto de saúde mais próximo.
O nome “varíola dos macacos” originou-se da descoberta do vírus em primatas na década de 1950. Em seres humanos, a primeira infecção foi identificada em 1970, em uma criança na República Democrática do Congo.
