Boletim de Balneabilidade revela dez locais inadequados para banho no Rio Grande do Sul

Compartilhe essa Informação

Rio Grande do Sul registra 10 pontos impróprios para banho em novas coletas de balneabilidade.

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou o décimo primeiro boletim do Programa Balneabilidade da temporada 2025/2026, informando sobre a qualidade das águas em diversas praias e balneários do estado.

As coletas foram realizadas entre os dias 16 e 19 de fevereiro, monitorando 96 pontos em 45 municípios. Dos locais analisados, 10 foram classificados como impróprios para banho.

Comparando com o relatório anterior, dois pontos em São Lourenço do Sul e um em Tapes foram removidos da lista de impropriedade, enquanto novos locais em Cachoeira do Sul, Cerrito, Cidreira, Pedro Osório e Tramandaí passaram a apresentar riscos.

Uma das áreas de maior preocupação é a Lagoa do Peixoto, que registrou um índice alarmante de cianobactérias, com 344.774 células/ml, superando em muito o limite seguro de 50.000. Esses microrganismos, como Raphidiopsis sp. e Aphanocapsa sp., podem produzir toxinas prejudiciais à saúde, causando intoxicações agudas ou crônicas quando a água é ingerida ou em contato com a pele.

Pontos impróprios para banho:

1 – Cachoeira do Sul — Praia Nova – Rio Jacuí
2 – Cerrito — Balneário Cerrito – Rio Piratini
3 – Cidreira — Cidreira – Concha Acústica
4 – Osório — Lagoa do Peixoto
5 – Pedro Osório — Balneário Pedro Osório – Rio Piratini
6 – Pelotas — Santo Antônio
7 – Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso – Rio Piratini
8 – Santa Maria — Balneário Passo do Verde – Rio Vacacaí
9 – Tapes — Praia do U
10 – Tramandaí — Tramandaí – Avenida da Igreja

A avaliação da qualidade das águas é baseada principalmente nos níveis de Escherichia coli (E.coli), de acordo com os critérios estabelecidos pelas resoluções do Conama. Para alguns balneários, a presença de cianobactérias também é um fator determinante.

O critério de classificação estabelece que, se durante um período de cinco semanas, duas ou mais amostras apresentarem resultados acima de 800 para E.coli, ou se a amostra mais recente exceder 2.000, o ponto será considerado impróprio. O mesmo se aplica quando a contagem de cianobactérias passa de 50 mil células.

O monitoramento das condições de balneabilidade é realizado pela Fepam, com colaboração da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep). Este último também realiza vistorias periódicas para garantir a atualização dos relatórios.

Além dos pontos tradicionais, este ano, novos locais como a Lagoa Rondinha em Balneário Pinhal, o Parque Náutico em Capão da Canoa e o Balneário Klérfim Cardoso em Piratini foram incluídos na análise, ampliando a cobertura do programa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *