Haddad afirma que tarifas dos EUA não impactaram competitividade
Ministro da Fazenda analisa mudanças nas tarifas comerciais dos EUA e suas implicações para o Brasil.
Nova Délhi – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, abordou as recentes alterações nas tarifas comerciais dos Estados Unidos, destacando a redução para 10% sobre produtos estrangeiros, conforme decreto assinado pelo presidente Donald Trump. A decisão segue a derrubada das tarifas anteriores pela Suprema Corte americana.
Haddad afirmou que as tarifas não impactam a competitividade do Brasil. Ele ressaltou que os consumidores americanos continuam a consumir produtos brasileiros, como café e alimentos, e que as mudanças nas tarifas são uma resposta às necessidades do mercado.
“Nossa competitividade não é afetada, como já não era. Nós dissemos desde sempre que isso ia prejudicar o consumidor americano, que no café da manhã, no almoço e na janta, consome produtos brasileiros”, avaliou.
Embora o ministro reconheça que a instabilidade nas alíquotas tarifárias possa causar efeitos no Brasil, ele acredita que essa situação é temporária e que os frutos da diplomacia brasileira estão começando a ser colhidos.
“Afeta um pouco, mas penso que está durando pouco. Nós estamos colhendo frutos da ação diplomática brasileira com uma velocidade razoável”, comentou.
A declaração foi feita após Haddad discursar na abertura do Fórum Empresarial Brasil-Índia, onde acompanhou o presidente Lula em sua visita à capital indiana. O ministro enfatizou a importância de observar os próximos passos do governo dos EUA para entender o impacto da decisão judicial.
“Vamos ver quais vão ser os próximos passos do governo americano, mas independentemente da reação do Executivo à decisão do Judiciário, temos certeza que estamos construindo uma ponte robusta para restabelecer a normalidade das nossas relações”, afirmou.
Haddad também expressou otimismo em relação ao processo de derrubada das tarifas, enfatizando que o governo brasileiro está comprometido em estabelecer parcerias sólidas não apenas com os EUA, mas também com outros países ao redor do mundo.
“O Brasil é grande demais para ser quintal de quem quer que seja, nós temos que ser parceiros do mundo todo”, destacou.
Após a decisão da Suprema Corte americana, o ministro reconheceu que o efeito imediato é positivo para os países que enfrentaram as tarifas, ressaltando que o Brasil sempre adotou uma postura diplomática adequada para lidar com a situação.
“O Brasil, em todos os momentos, se comportou diplomaticamente da maneira mais correta. Acreditou no diálogo e contestou pelos canais competentes, estabelecendo uma relação diplomática direta”, concluiu.
