EUA mantêm 36 bases no Oriente Médio e intensificam pressão sobre o Irã
Estados Unidos mantêm presença militar significativa no Oriente Médio em meio a tensões com o Irã.
Os Estados Unidos possuem 36 bases militares no Oriente Médio, posicionando tropas, equipamentos e unidades da Força Aérea para possíveis ações militares, especialmente em relação ao Irã. Desde o início de fevereiro, a administração do presidente Donald Trump tem intensificado sua estratégia de “pressão máxima” para conter o avanço do programa nuclear iraniano.
A presença militar americana na região abrange bases navais, aéreas e instalações conjuntas, com controle total ou parcial sobre essas estruturas que vão de portos a centros logísticos e laboratórios de pesquisa. A concentração das instalações é maior na Arábia Saudita e Omã, com seis bases cada, seguidas por Iraque e Kuwait, que possuem quatro cada.
Recentemente, a atividade militar se intensificou em países como Egito, Jordânia e Israel. As forças dos EUA estão preparadas para possíveis ataques aéreos, com 19 das 36 bases no Oriente Médio sendo bases aéreas, conforme análises de especialistas na área de segurança.
O presidente do think tank Alma Center destacou que é provável que os Estados Unidos liderem um ataque, com apoio de Israel nos bastidores, resultando em uma resposta do Irã, que pode atingir Israel em retaliação.
Além do reforço aéreo, os EUA enviaram o porta-aviões USS Gerald R. Ford para a região, juntando-se ao grupo de ataque do USS Abraham Lincoln, já operando no Golfo Pérsico. Essa movimentação é parte de uma estratégia mais ampla para demonstrar força militar e dissuadir ações do Irã.
MOVIMENTAÇÃO AÉREA
Desde o início de fevereiro, os EUA têm mobilizado aeronaves da Força Aérea em direção à Europa e Oriente Médio. Monitoramentos indicam que pelo menos 30 aeronaves realizaram trajetos que incluem sobrevoos pelo Egito e Israel, retornando à Europa.
As operações aéreas são realizadas principalmente com o modelo Boeing C-17A Globemaster III, que, embora não seja uma aeronave de combate, é projetada para transporte de tropas e carga. Em algumas ocasiões, esses aviões se aproximaram da base aérea Muwaffaq Salti na Jordânia, onde protocolos de segurança são ativados para ocultar movimentações estratégicas.
Além disso, aeronaves menores têm sobrevoado os Emirados Árabes Unidos, onde os EUA controlam a Al Dhafra Air Base, próxima ao espaço aéreo iraniano. Relatos indicam que caças F-35, F-22 e F-16 foram enviados para a região, com a possibilidade de direcionar ataques a líderes do regime iraniano.
As conversas entre os EUA e o Irã sobre um acordo nuclear têm sido intermitentes e sem consenso. O governo Trump retoma tentativas de negociação, mas os avanços têm sido limitados. Recentemente, o presidente declarou que as duas nações precisam chegar a um entendimento, enfatizando a importância de evitar que o Irã desenvolva armas nucleares.
PROGRAMA NUCLEAR DO IRÃ
A tensão em torno do programa nuclear do Irã aumentou desde que os EUA se retiraram de um acordo de 2015 que limitava o enriquecimento de urânio. Desde então, o Irã tem ampliado suas atividades nucleares, utilizando centrífugas mais avançadas e enriquecendo urânio a até 60%, o que poderia reduzir o tempo para obter material para uma arma nuclear.
Essa situação gera preocupações entre aliados dos EUA na região, especialmente Israel, que se opõe ao desenvolvimento de capacidades nucleares militares por Teerã. Em um contexto de crescente hostilidade, os EUA e Israel têm realizado operações militares conjuntas, enquanto o Irã tem respondido com ataques a alvos israelenses e americanos na região.
