Feminicídio é registrado em Nova Prata neste sábado
Crime contra mulher é investigado pela polícia, reforçando alerta sobre violência de gênero no Rio Grande do Sul
Um feminicídio foi registrado na tarde deste sábado (21/02/2026) na cidade de Nova Prata (RS), na Serra Gaúcha. A Polícia Civil e a Brigada Militar foram acionadas ao local após o registro da ocorrência envolvendo a morte de uma mulher, Roseli Vanda Pires Albuquerque , 47 anos, com indicativos de que o crime se caracterize como feminicídio — homicídio cometido em contexto de violência de gênero. A investigação está em andamento para apurar as circunstâncias e responsabilidades pela ação.
Detalhes do fato e investigação
As autoridades ainda trabalham para coletar informações sobre a vítima, o autor e a motivação do crime. Situações de feminicídio costumam ocorrer no âmbito de relações íntimas ou familiares, em que a vítima é morta por companheiro, ex-companheiro ou outra pessoa próxima, em contexto de violência machista e de gênero. O Rio Grande do Sul registra uma média preocupante de casos desse tipo desde o início de 2026, com registros em diferentes regiões do estado.
A Delegacia de Polícia Civil responsável pela investigação está realizando diligências para esclarecer a dinâmica do crime, identificar e localizar o autor, e colher depoimentos e provas que subsidiem a apuração. As equipes trabalham ainda com dados de ocorrências anteriores e medidas protetivas eventualmente existentes, além de monitorar possíveis parentes ou testemunhas.
Contexto e enfrentamento
Os casos de violência contra a mulher e de feminicídio são tratados pelas autoridades como prioridade na segurança pública devido à gravidade e ao padrão de motivação específico desses crimes. No Rio Grande do Sul, operações de reforço e de combate a agressores foram implementadas nos últimos meses, com prisões de autores e ações de prevenção em comunidades, em conjunto com a Polícia Civil e a Brigada Militar.
A comunidade local está sendo mobilizada a colaborar com informações que possam ajudar nas investigações, por meio de canais oficiais de denúncia anônima ou diretamente à polícia.
Foto : Ilustração
