Delegado sob investigação no caso Orelha formaliza pré-candidatura

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Chefe da Polícia Civil de SC deixa cargo para se candidatar a deputado estadual.

Ulisses Gabriel, delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, anunciou sua saída da corporação para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado.

Recentemente, Ulisses ganhou notoriedade nacional devido à investigação em torno da morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. Sua conduta na condução do caso está sendo avaliada pelo Ministério Público de Santa Catarina, que abriu um procedimento preparatório para investigar possíveis irregularidades.

Em comunicado publicado em suas redes sociais, Ulisses informou que está se afastando para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela Lei Eleitoral, que requer a saída de cargos públicos pelo menos seis meses antes das eleições.

Em sua mensagem, ele destacou sua trajetória de 22 anos como servidor público, sendo 19 anos como delegado e mais de três anos como delegado-geral, escolhido pelo governador do estado. Ele manifestou sua intenção de se dedicar à nova empreitada política como pré-candidato pelo PL.

Ulisses também mencionou o apoio do governador, além de listar as operações e resultados obtidos durante sua gestão à frente da Polícia Civil. A data exata de sua saída ainda não foi divulgada.

INVESTIGAÇÃO SOBRE O CASO ORELHA

No dia 10 de fevereiro, o Ministério Público de Santa Catarina iniciou um procedimento para investigar a conduta do delegado no caso Orelha. Essa investigação preliminar busca determinar se há elementos suficientes para a abertura de um inquérito formal.

As representações recebidas pelo órgão questionam supostos abusos de autoridade, violação de sigilo funcional e possíveis atos de improbidade administrativa.

A principal acusação sugere que Ulisses pode ter revelado informações confidenciais sobre o caso, o que poderia caracterizar abuso de informação privilegiada e comprometer a segurança pública.

Em resposta às alegações, Ulisses afirmou não ter sido notificado sobre o procedimento e expressou confiança na atuação do Ministério Público. Ele defendeu sua posição, esclarecendo que as informações discutidas em coletivas de imprensa eram de domínio público e não estavam sob sigilo.

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