PF informa que não é possível diminuir o barulho do ar-condicionado para Bolsonaro

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Polícia Federal responde ao STF sobre condições de prisão de Jair Bolsonaro

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que não possui outra sala disponível para manter Jair Bolsonaro preso e que não pode atender ao pedido do ex-presidente sobre o barulho do ar-condicionado.

Em resposta a uma solicitação da defesa de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado que a PF se manifestasse em cinco dias. Os advogados do ex-presidente solicitaram medidas para reduzir os ruídos do ar-condicionado, alegando que isso compromete o descanso e a saúde de Bolsonaro durante sua pena.

Bolsonaro retornou à superintendência da PF após realizar exames em um hospital. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, relatou que ele sofreu uma queda enquanto dormia, resultando em um ferimento na cabeça.

O delegado da PF explicou que atender à solicitação de redução do ruído interferiria nas operações da Polícia Federal, uma vez que a sala onde Bolsonaro está detido fica próxima a áreas técnicas do sistema de climatização do edifício.

Segundo a PF, “não é possível eliminar ou reduzir significativamente esse ruído por meio de medidas simples ou pontuais”. A defesa de Bolsonaro propôs soluções como adequação do ar-condicionado e mudanças na estrutura do ambiente, mas a PF afirmou que essas intervenções exigiriam ações complexas e poderiam prejudicar o funcionamento da superintendência.

Os advogados argumentaram que, embora Bolsonaro esteja em uma sala de Estado-Maior, o ambiente não oferece condições adequadas para descanso e preservação da saúde do ex-presidente.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi transferido para a Superintendência da PF em Brasília em novembro, após danificar sua tornozeleira eletrônica e ser retirado do regime domiciliar.

A sala que ocupa conta com cama, banheiro privativo, mesa de trabalho, televisão e frigobar, além do ar-condicionado, e é destinada a autoridades e figuras públicas.

Além de Bolsonaro, outros políticos notáveis já foram detidos na superintendência, como o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

Bolsonaro retornou à PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias no hospital para tratar de problemas de saúde relacionados a uma facada recebida durante a campanha eleitoral de 2018.

Na mesma data, o ministro Moraes negou o pedido da defesa de Bolsonaro para prisão domiciliar, afirmando que não houve agravamento na saúde do ex-presidente, mas sim uma melhora após as cirurgias realizadas.

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