Viúva que escreveu livro para os filhos é julgada pela morte do marido
Julgamento de Kouri Richins inicia após quase três anos da acusação de homicídio.
O julgamento de Kouri Richins, acusada de assassinar o marido com fentanil, terá início na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, quase três anos após a acusação formal. O caso, que atraiu atenção internacional, será realizado na Corte do 3º Distrito, no condado de Summit, Utah.
Aos 35 anos, Richins está detida desde maio de 2023, quando foi acusada de homicídio agravado e outros crimes relacionados à morte de Eric Richins, de 39 anos. Ele faleceu em 4 de março de 2022, após ingerir uma dose de fentanil estimada em cinco vezes a quantidade letal.
Os promotores sustentam que Richins cometeu o crime motivada por interesses financeiros, apresentando evidências que incluem compras de substâncias ilícitas e modificações em apólices de seguro de vida. Além da acusação principal, ela enfrenta quatro outras acusações, incluindo tentativa de homicídio e falsificação de documentos, todas consideradas crimes graves.
O caso ganhou notoriedade após Richins publicar, em 2023, um livro infantil intitulado Are You With Me? (“Você está comigo?”), que foi inicialmente promovido como uma ferramenta para ajudar seus três filhos a lidarem com a perda. No entanto, a acusação utiliza a obra para reforçar a ideia de uma frieza calculada em relação à morte de Eric.
A defesa de Richins nega todas as acusações e critica a narrativa sensacionalista promovida pela promotoria e pela mídia. A seleção do júri ocorreu em 10 de fevereiro, resultando em oito jurados titulares e quatro suplentes após um processo de questionários e entrevistas.
O julgamento está previsto para durar cerca de cinco semanas, com audiências de segunda a quinta-feira, até 27 de março, quando serão ouvidas testemunhas e peritos, além da apresentação de mais de mil itens de evidência catalogados pelo Ministério Público.
Embora a promotoria tenha decidido não buscar a pena de morte, a defesa expressa preocupação de que a pressão pública e a intensa cobertura midiática possam afetar o julgamento, um aspecto que seus advogados tentam mitigar nas orientações dadas aos jurados.
