Brasil fica de fora da lista dos principais parceiros comerciais da Índia

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Brasil ainda não se destaca nas trocas comerciais com a Índia, apesar de esforços para ampliar acordos.

O comércio entre Brasil e Índia enfrenta desafios, com o país sul-americano não figurando entre os principais parceiros comerciais da Índia. Apesar das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a importância de aumentar as trocas comerciais, os dados atuais mostram uma realidade diferente.

Em relação ao comércio exterior, o Brasil ocupa a 18ª posição entre os exportadores para a Índia, totalizando cerca de US$ 6,4 bilhões, o que representa apenas 1,5% do total de US$ 434,4 bilhões exportados pelo país asiático. Quando analisamos as importações, a situação é ainda mais desfavorável, com o Brasil na 27ª posição, com um volume de US$ 5,5 bilhões, ou 0,8% dos US$ 697,7 bilhões importados pela Índia.

A Índia tem direcionado suas importações e exportações para países como Arábia Saudita, Rússia, Estados Unidos e China, evidenciando um comércio mais robusto com essas nações. Os produtos que dominam a pauta comercial indiana incluem combustíveis, máquinas, eletrônicos e pedras preciosas.

A economia indiana está se integrando cada vez mais às cadeias globais de suprimentos, embora ainda enfrente um déficit no comércio de bens. No entanto, o crescimento do setor de serviços tem ajudado a compensar esse saldo negativo.

Exportações

Os principais produtos exportados pela Índia em 2024 incluem combustíveis minerais e derivados, com um total de US$ 74 bilhões, seguidos por equipamentos elétricos e eletrônicos (US$ 39 bilhões), máquinas e reatores (US$ 32 bilhões), pedras e metais preciosos (US$ 29 bilhões) e produtos farmacêuticos (US$ 23 bilhões).

Importações

No que diz respeito às importações, a Índia adquiriu majoritariamente combustíveis minerais, somando US$ 218 bilhões, além de pedras e metais preciosos (US$ 89 bilhões), equipamentos elétricos e eletrônicos (US$ 83 bilhões), máquinas (US$ 61 bilhões) e produtos químicos orgânicos (US$ 26 bilhões).

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