Celulares à prova d’água: saiba por que a proteção tem prazo de validade
Entenda por que a resistência à água dos celulares não é eterna.
Seu celular caiu na água e sobreviveu? Isso pode ser devido a uma certificação de resistência a líquidos e poeira, como a IP67 ou IP68.
Ao adquirir um telefone usado com essa proteção, muitos se perguntam se a vedação ainda é válida. Essa dúvida é comum, uma vez que a proteção IP não é permanente.
Com o uso diário, quedas e até respingos de água, a eficiência da vedação pode se desgastar com o tempo, conforme afirmam fabricantes renomados.
A proteção IP não é garantida para sempre. Mesmo dispositivos bem cuidados podem ter sua vedação comprometida devido ao desgaste natural.
Não é possível determinar a duração exata dessa proteção, pois isso varia de acordo com o uso individual.
Quedas, mesmo que não causem danos visíveis, podem reduzir a resistência à água do aparelho.
E se o aparelho pegar chuva? Caso não haja outros danos, a recomendação é secá-lo adequadamente, evitando o uso de arroz. A água pode entrar em aberturas como microfones e alto-falantes, causando falhas temporárias.
É importante notar que a resistência dos celulares é testada apenas em água doce e em condições controladas de laboratório.
Algumas marcas, como a Samsung, alertam que o uso em ambientes como praias ou piscinas não é recomendado.
Segundo especialistas, as fabricantes devem esclarecer as condições e limites da resistência à água de seus produtos de forma clara e objetiva.
As informações sobre exceções à garantia devem ser visíveis ao consumidor; caso contrário, isso pode violar o Código de Defesa do Consumidor.
Frequentemente, as empresas divulgam essas condições em notas de rodapé ou páginas de suporte, geralmente em letras pequenas.
Se um celular apresentar defeito durante a garantia, a assistência técnica pode verificar se houve entrada de água. Se isso for confirmado, o reparo na garantia pode ser negado.
Em 2020, houve uma notificação contra uma grande fabricante após reclamações de clientes sobre a recusa de consertos para dispositivos danificados por água, mesmo dentro da garantia.
Embora a empresa afirme que danos por líquido não são cobertos, reconhece que os consumidores podem ter direitos conforme o Código de Defesa do Consumidor.
Especialistas recomendam que os consumidores analisem cuidadosamente as especificações de uso e os limites de resistência do celular antes da compra.
A falta de informações claras pode ser considerada um “defeito do produto”, passível de responsabilização caso o consumidor se sinta frustrado.
Qual o nível de proteção do seu aparelho?
Os fabricantes de smartphones utilizam a classificação IP (Ingress Protection) para certificar a proteção de seus equipamentos. Essa informação está disponível nos sites dos fabricantes e nos manuais dos celulares.
O código é uma norma da Comissão Eletrotécnica Internacional que identifica a resistência dos aparelhos contra poeira, impactos e líquidos.
O primeiro dígito da classificação indica a proteção contra objetos sólidos, enquanto o segundo informa a proteção contra água.
Veja a seguir o que significam os números na proteção IP:
| 1º dígito (objetos sólidos) | 2º dígito (água) |
| 0 = sem proteção | 0 = sem proteção |
| 1 = Proteção contra objetos sólidos > 50 mm de diâmetro | 1= Proteção contra gotas de água |
| 2 = Proteção contra objetos sólidos > 12,5 mm de diâmetro | 2 = Proteção contra gotas de água quando estiver inclinado a até 15 graus |
| 3 = Proteção contra objetos sólidos > 2,5 mm de diâmetro | 3 = Proteção contra borrifos de água |
| 4 = Proteção contra objetos sólidos > 1 mm de diâmetro | 4 = Proteção contra respingos de água |
| 5 = Proteção contra poeira | 5 = Proteção contra jatos de água |
6 = À prova de poe
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