Azul anuncia crescimento focado em responsabilidade e atendimento ao cliente, afirma CEO
Azul conclui reestruturação e se prepara para um crescimento responsável.
A companhia aérea Azul anunciou o fim de sua reestruturação nos Estados Unidos, processo que durou nove meses e que teve início em 28 de maio de 2025. O presidente-executivo, John Rodgerson, expressou entusiasmo com a nova fase da empresa, afirmando que nunca esteve tão animado.
Após a conclusão do processo conhecido como “Chapter 11”, a Azul conseguiu reduzir sua dívida líquida de US$ 7 bilhões para aproximadamente US$ 3,7 bilhões. Entre os principais investidores que contribuíram para essa reestruturação estão as gigantes United Airlines e American Airlines, que injetaram US$ 100 milhões cada e agora detêm cerca de 8% das ações da companhia.
Rodgerson destacou que a prioridade da Azul para o futuro é o crescimento responsável, especialmente após a crise financeira que afetou a empresa. Ele mencionou que a relação com os clientes foi prejudicada, mas agora, com a redução da dívida, a companhia terá mais flexibilidade para expandir suas operações.
O executivo enfatizou que o crescimento da Azul será mais responsável, com a possibilidade de reduzir tarifas e aumentar a oferta de voos. Ele também indicou que a empresa focará seus esforços nos hubs de Campinas (SP), Confins (MG) e Recife (PE).
Sobre a estrutura acionária, Rodgerson afirmou que a Azul se tornou uma “corporation” sem controle acionário definido, com os principais acionistas limitados a 8% de participação. Ele também anunciou a criação de um comitê estratégico que incluirá acionistas e membros independentes, com a participação confirmada de John Slattery, da Embraer.
A Azul também está reformulando seu programa de fidelidade, que agora contará com duas novas categorias: Diamante Unique e One. Em relação ao Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), Rodgerson informou que a empresa não está, no momento, em negociações para acessar esses recursos, embora reconheça que seriam benéficos para a indústria.
O orçamento estabelecido para o uso do Fnac pelas companhias aéreas é de R$ 4 bilhões, com a expectativa de que as grandes empresas possam captar até R$ 1,2 bilhão e as menores, R$ 200 milhões, no primeiro semestre deste ano.
