Soldado da PM presta depoimento após morte de cachorro comunitário em São Paulo
Policial é investigado por matar cachorro comunitário em São Paulo
Um soldado da Polícia Militar é suspeito de ter assassinado um cachorro comunitário na Zona Leste de São Paulo. O incidente ocorreu no dia 18 de janeiro e o policial prestou depoimento ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania nesta segunda-feira, 23, acompanhado pela Corregedoria da PM. Ele não foi detido e responderá em liberdade por maus-tratos a animais.
O crime foi registrado por uma câmera de segurança, que capturou o momento em que o suspeito, localizado em um ponto de ônibus na Avenida Ragueb Chohfi, disparou dez vezes contra o animal. As imagens mostram o cachorro latindo para o homem, que estava discutindo com sua esposa. Após os disparos, o policial fugiu do local.
Expressão cultural
O cachorro, que não tinha nome nem raça definida, era um habitante da rua e era carinhosamente chamado de Caramelo pelos moradores da região e pelos funcionários de um shopping nas proximidades. A morte do animal ocorreu no mesmo dia em que o governo estadual aprovou uma lei reconhecendo o “vira-lata Caramelo” como uma expressão cultural de São Paulo.
A legislação surge em um contexto alarmante, onde o país tem enfrentado uma série de ataques violentos a animais, especialmente os comunitários, como os cães Orelha e Abacate.
Orelha foi brutalmente espancado no início de janeiro por um grupo de quatro adolescentes na Praia Brava, em Santa Catarina, e faleceu um dia após as agressões. Em Toledo, no Paraná, Abacate foi morto por um disparo de arma de fogo. As autoridades estão investigando ambos os casos, que refletem uma crescente preocupação com a proteção dos animais nas comunidades.