Sobrevivente Destemido: O Novo Líder dos EUA em Caso de Catástrofe Governamental
O papel do sobrevivente designado no governo dos EUA é essencial para garantir a continuidade em situações de crise.
Em todo discurso que reúne a cúpula do governo dos Estados Unidos, uma pessoa é escolhida para não participar do encontro e ser o sobrevivente designado, caso uma catástrofe aconteça.
Nesta terça-feira, Donald Trump realizará o tradicional “Discurso sobre o Estado da União”, onde abordará suas prioridades de governo. Este evento anual no Congresso é um momento crucial para o presidente apresentar suas intenções e planos.
Durante o discurso, quase todos os membros do alto escalão do governo estarão presentes no Capitólio, em Washington. No entanto, um deles ficará de fora para cumprir a intrigante função de sobrevivente designado, uma prática que surgiu durante a Guerra Fria para assegurar a continuidade do governo em caso de um ataque catastrófico.
A figura do sobrevivente designado assume a presidência em situações extremas, como um atentado que elimine as principais autoridades do país.
Até hoje, eventos dessa magnitude foram retratados apenas na ficção, como na série “Designated Survivor”. Contudo, anualmente, um novo nome é escolhido para essa função vital.
Entenda, abaixo, como funciona a escolha do sobrevivente designado e a origem do cargo:
Linha de sucessão
Anualmente, um membro da cúpula do Executivo é designado para se ausentar em discursos presidenciais que envolvem todos os integrantes do governo, garantindo assim a continuidade em caso de tragédia.
No discurso de Trump, o sobrevivente designado será escolhido entre os postos mais baixos da linha de sucessão, uma vez que o vice-presidente e os presidentes das casas legislativas geralmente estão presentes.
O escolhido é levado para fora da capital, em um local secreto e sob forte proteção, onde permanecerá durante toda a noite.
A linha de sucessão presidencial nos EUA é extensa, refletindo uma tradição que começou nos anos 1950, durante a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética.
Em caso de morte ou impedimento do presidente, o vice-presidente assume, seguido pelo presidente da Câmara dos Deputados e pelo presidente pro tempore do Senado.
Depois, seguem os secretários do Executivo, começando pelo secretário de Estado e continuando com os demais membros do gabinete.
A identidade do sobrevivente designado começou a ser divulgada publicamente apenas a partir dos anos 1980. Desde então, o mais alto oficial escolhido foi o Advogado-Geral, que ocupa a sétima posição na linha de sucessão.
O conceito de sobrevivente designado fascina o público, pois combina o risco com a ideia de um “homem comum” que, em um momento de crise, pode se tornar presidente. Essa narrativa intrigante é explorada por historiadores e autores que estudam a história do governo dos EUA.
“A ideia de que um oficial aleatório do gabinete pode, de repente, se tornar o presidente é fascinante”, comenta um historiador sobre o tema.
