Previsões alarmantes sobre IA geram temor nos mercados com ‘PIB fantasma’ e desemprego em massa
Previsões sobre inteligência artificial geram turbulência no mercado financeiro.
As ações de empresas de tecnologia, especialmente no setor de software, sofreram quedas significativas em um único dia, impactadas por um texto que se tornou viral e que apresenta um cenário alarmante sobre a economia global à luz do avanço da inteligência artificial.
Na segunda-feira, 23 de fevereiro, empresas como Datadog, CrowdStrike e Zscaler registraram perdas superiores a 9% em suas ações. A International Business Machines (IBM) teve uma queda de 13%, marcando seu pior desempenho diário desde 2000.
Além disso, outras corporações que podem ser afetadas pela inteligência artificial também viram suas ações desvalorizarem. American Express caiu cerca de 7%, enquanto JPMorgan, Citigroup e Morgan Stanley recuaram mais de 4%. As gigantes do setor de pagamentos, Mastercard e Visa, também enfrentaram perdas superiores a 4%.
Especialistas acreditam que a principal causa dessa volatilidade foi um post da Citrini Research, uma plataforma de finanças bastante popular no Substack, que trouxe à luz preocupações sobre o impacto da inteligência artificial no emprego e na economia.
O texto viral discute o conceito de “PIB fantasma”, sugerindo que, embora a inteligência artificial possa aumentar a produtividade e o tamanho de algumas economias, isso também resultaria em desemprego em massa, criando uma falsa impressão de riqueza.
“A explicação mais comum para a renovada apreensão nos mercados na segunda-feira foi uma postagem no blog da Citrini Research sobre como a IA poderia levar à demissão de muitos profissionais de alta renda e prejudicar a economia”, afirmou um colunista de um renomado jornal britânico.
O Wall Street Journal complementou que pequenas provocações podem gerar grandes oscilações no mercado, especialmente em um ambiente onde as ações de tecnologia dominam e há ansiedade em relação ao futuro da inteligência artificial.
“Nada evidencia a sensibilidade das ações neste momento como o que aconteceu na segunda-feira, quando um dos fatores por trás da queda de 800 pontos do Dow Jones foi um argumento hipotético de 7 mil palavras.”
Conteúdo do texto viralizado
A Citrini Research esclarece que seu texto, publicado no domingo, não é uma previsão, mas sim um “exercício mental”.
“O único objetivo deste texto é modelar um cenário que tem sido relativamente pouco explorado”, explica.
O artigo é apresentado como um relatório fictício de 30 de junho de 2028, descrevendo um cenário com 10,2% de desemprego e uma queda de quase 40% no índice S&P. A narrativa sugere que, em dois anos, os mercados poderiam passar de uma euforia com a inteligência artificial para uma crise profunda causada por sua ascensão.
Os autores argumentam que a inteligência artificial resultaria em demissões em massa, especialmente entre trabalhadores de colarinho branco. A eficiência dos robôs superaria a dos humanos, pois agentes de IA não necessitam de descanso ou benefícios.
Entretanto, isso levaria a um “PIB fantasma”: um aumento na produtividade acompanhado de uma queda nos salários reais, forçando trabalhadores substituídos a buscar empregos com remuneração inferior.
“Quando começaram a surgir fissuras na economia de consumo, os especialistas econômicos popularizaram a expressão ‘PIB Fantasma’: produção que aparece nas contas nacionais, mas nunca circula pela economia real”, prevê o texto.
O artigo descreve um ciclo vicioso onde a substituição da inteligência humana pela IA se intensifica, resultando em menos empregos e menor consumo, o que, por sua vez, alimenta a necessidade de mais investimentos em tecnologia.
‘Relações humanas’ em risco
A crise no setor de software é apresentada como um prenúncio de uma crise mais ampla. Com a adoção de agentes de inteligência artificial em diversos setores produtivos, a eficiência aumentaria drasticamente.
Praticamente todas as atividades que exigem trabalho especializado, como comércio e serviços legais, seriam otimizadas por máquinas. Isso levaria a uma subestimação do valor das relações humanas no mercado de trabalho.
“Qualquer categoria em que a proposta de valor
