Você sabe o que é o Princípio da Impessoalidade?
Entenda por que a separação entre a vontade pessoal e o cargo público é a base de uma democracia saudável.
No Papo de Gestor de hoje, convido você a uma reflexão profunda sobre um dos cinco pilares que sustentam a nossa Constituição: o Princípio da Impessoalidade. Em um país onde ainda ouvimos frases como “eu votei no fulano para ele fazer tal coisa”, é preciso dar um passo atrás e entender: o gestor público não tem vontade própria; ele representa a vontade da coletividade.
Ser impessoal na administração — seja no Legislativo, Executivo ou Judiciário — significa que as decisões devem ser pautadas na ética, nas normas e no interesse de todos, e não em crenças religiosas, amizades ou interesses individuais. Quando um governante “volta atrás” em uma decisão por pressão popular, muitas vezes é o sistema corrigindo uma falha de pessoalidade.
O desafio é grande. Vivemos em uma era de influenciadores digitais na política, onde a imagem pessoal muitas vezes vale mais que a bagagem técnica. Mas a democracia real não se faz com “likes”, e sim com o cumprimento rigoroso da lei. Votar de forma impessoal e cobrar uma gestão técnica é o que nos levará a uma nação verdadeiramente desenvolvida. O Estado não é o gestor; o Estado é o povo representado através de normas e condutas éticas.
Edinho Soares
Sociólogo e Pós-graduado em Administração Pública. Com uma trajetória dedicada ao estudo da organização social e do Estado, Edinho Soares é especialista em Gestão Social. No quadro Papo de Gestor, ele utiliza sua experiência como Social Media e Sociólogo para decifrar os princípios que regem a vida pública, promovendo o pensamento crítico e a cidadania consciente.
