Trump alerta: Irã busca armas nucleares e mísseis para ameaçar os EUA no ‘Estado da União’
Trump alerta sobre ameaças nucleares do Irã em discurso do Estado da União
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou em seu discurso do ‘Estado da União’ a crescente ameaça do Irã em desenvolver armas nucleares e mísseis que poderiam atingir o território americano.
Durante sua fala, Trump recordou os ataques realizados pelos EUA contra o Irã em junho de 2025, onde as forças americanas supostamente destruíram um programa de armas nucleares do país. Ele enfatizou que o Irã foi alertado sobre a necessidade de interromper seu programa nuclear, mas, segundo ele, o país “voltou a perseguir suas ambições nucleares”.
“Eles já desenvolveram mísseis capazes de ameaçar a Europa e nossas bases no exterior e trabalham para construir mísseis que em breve poderão alcançar os Estados Unidos”, afirmou Trump.
O presidente expressou sua preferência por resolver a situação por meio da diplomacia, mas reafirmou que não permitirá que o Irã, considerado o maior patrocinador do terrorismo, possua armas nucleares.
A tensão entre os dois países aumentou em meio a negociações para um acordo que visa limitar o programa nuclear iraniano, refletindo a complexidade da situação geopolítica na região.
Imigração
Trump também abordou questões de imigração, defendendo políticas rígidas e reforçando a segurança nas fronteiras. Ao mesmo tempo, fez um apelo para a entrada legal de estrangeiros que desejam contribuir para o país.
“Sempre permitiremos a entrada legal de pessoas que amem nosso país e trabalhem duro para mantê-lo”, declarou o presidente.
Nos primeiros 40 minutos de seu discurso, Trump focou na economia, criticando a administração anterior de Joe Biden e afirmando ter herdado um país em crise. Ele se orgulhou das transformações econômicas que, segundo ele, são sem precedentes na história do país.
“Posso dizer, com dignidade e orgulho, que alcançamos uma transformação como ninguém jamais viu antes, uma virada que ficará para a história”, afirmou.
O presidente ressaltou a queda da inflação, o aumento da renda e a recuperação econômica, destacando que a produção de energia está em níveis recordes.
- Ele elogiou um megapacote de redução de impostos aprovado em julho, que, embora tenha reduzido impostos, também aumentou a dívida nacional.
- Trump criticou os democratas, que se opuseram ao projeto, alegando que a oposição deseja aumentar a carga tributária da população.
Além disso, Trump expressou descontentamento com a decisão da Suprema Corte que anulou tarifas impostas a países, incluindo o Brasil, classificando-a como “frustrante”. Após essa decisão, ele anunciou uma nova taxa global de 15% sobre produtos importados, acreditando que essa medida poderia aliviar a carga tributária dos americanos.
O discurso se concentrou em temas econômicos, uma vez que os cidadãos estão preocupados com o custo de vida. Pesquisas indicam que apenas 39% dos eleitores aprovam as políticas econômicas do presidente.
Política externa e mais
Trump também enfatizou a política externa, mencionando o cessar-fogo na Faixa de Gaza e elogiando as operações dos EUA contra alvos nucleares no Irã, além de abordar as tensões no Oriente Médio.
“Como presidente, farei a paz sempre que puder, mas nunca hesitarei em enfrentar ameaças à América onde for necessário”, destacou.
O presidente anunciou ações militares e de segurança no hemisfério ocidental, afirmando que os EUA estão “restaurando a segurança e a predominância americana” na região, especialmente em relação ao combate ao narcotráfico.
No discurso, Trump também:
- anunciou um acordo para que empresas de tecnologia que utilizam inteligência artificial paguem tarifas de eletricidade mais altas;
- pressionou o Congresso por um aumento no financiamento militar;
- cobrou a aprovação de uma lei que exija documento de identidade e comprovação de cidadania para votar.
O discurso
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