Paulo Azi é designado relator da PEC que extingue a escala 6×1 na CCJ
Deputado Paulo Azi assume relatoria de propostas que buscam acabar com a jornada de trabalho 6×1.
O deputado Paulo Azi, do União-BA, foi designado para relatar duas propostas de emenda à Constituição que visam o término da jornada de trabalho 6×1. A escolha foi feita pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo presidente da Câmara dos Deputados.
Como relator, Azi deverá emitir um parecer sobre a conformidade das propostas com os princípios constitucionais. Caso o texto receba aprovação, será encaminhado a uma comissão especial que se dedicará à análise de mérito.
O deputado é conhecido por seu bom relacionamento com o Executivo e com partidos da oposição. Em suas redes sociais, ele expressou a importância da matéria, destacando que ela representa um desejo de milhões de brasileiros. Azi se comprometeu a elaborar um parecer que atenda tanto às necessidades de empregados quanto de empregadores.
“Nosso objetivo é avançar e oferecer uma resposta efetiva aos trabalhadores e também aos empregadores, buscando uma solução consensual que faça progresso na legislação trabalhista do país”, afirmou o parlamentar.
Leur Lomanto Júnior, presidente da CCJ, elogiou a experiência e equilíbrio de Azi, enquanto Hugo Motta ressaltou que a escolha do relator permitirá um debate responsável, considerando as opiniões de empresários e micro e pequenos empreendedores em todo o Brasil.
Prioridade legislativa
A discussão sobre o fim da jornada 6×1 foi estabelecida como uma prioridade na agenda legislativa do governo para 2026. As principais propostas sobre o tema, as PECs 8/2025 e 221/2019, já estavam sendo debatidas no ano anterior em uma subcomissão vinculada à Comissão de Trabalho, mas enfrentaram dificuldades para avançar.
Neste ano, a matéria foi transferida diretamente à CCJ, o que abre novas possibilidades para ampliar o debate e construir um novo consenso sobre a votação.
No Senado, a PEC 148/2015, de autoria do senador Paulo Paim, foi aprovada na CCJ no final de 2025 e aguarda votação em Plenário antes de seguir para a Câmara. O governo também está trabalhando na elaboração de uma terceira proposta que unifique as principais iniciativas em tramitação.
