Tarifas de Trump reduzem em 46% o impacto sobre exportações brasileiras para os EUA

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Novo regime tarifário dos EUA beneficia exportações brasileiras em 46%

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) anunciou que o novo regime tarifário dos Estados Unidos permitirá que 46% dos produtos brasileiros exportados para o país estejam isentos de tarifas adicionais.

Itens como aeronaves, que são um dos principais produtos na pauta exportadora do Brasil para os EUA, se beneficiarão com a isenção de tarifas, facilitando o acesso ao mercado americano. Estas aeronaves se destacam por seu elevado valor agregado e conteúdo tecnológico, essencial para a competitividade brasileira.

A mudança nas tarifas resultou de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, que revogou tarifas recíprocas estabelecidas anteriormente, sob a administração do ex-presidente, que foram baseadas em uma legislação de emergência nacional.

Com a nova ordem executiva, cerca de US$ 17,5 bilhões em exportações brasileiras não terão qualquer sobretaxa. Outros 25% poderão ser afetados por uma tarifa global de 10%, que pode ser aumentada para 15% conforme a política do governo americano.

Além disso, 29% das exportações brasileiras continuarão a estar sujeitas a tarifas setoriais da Seção 232, que se aplica a países com base em questões de segurança nacional, afetando produtos como aço e alumínio. Antes da reforma tarifária, aproximadamente 22% das exportações sofriam sobretaxas que podiam variar de 40% a 50%.

Setores beneficiados

O novo regime tarifário é visto como uma oportunidade para aumentar a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros nos Estados Unidos. Setores como máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais agora enfrentarão tarifas reduzidas, saindo de alíquotas que podiam chegar a 50% para uma taxa comum de 10% ou 15%.

No setor agropecuário, produtos como pescados, mel, tabaco e café solúvel também se beneficiarão da redução das tarifas, passando da alíquota de 50% para a tarifa geral de 10%.

Comércio bilateral

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos alcançou US$ 82,8 bilhões, representando um crescimento de 2,2% em relação a 2024. As exportações brasileiras somaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 45,1 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

O Mdic destaca que esses dados foram estimados com base nas exportações do ano anterior e podem sofrer variações de acordo com critérios técnicos relacionados à classificação tarifária e destinação dos produtos. A expectativa é que as alterações tarifárias promovam um aumento significativo na competitividade do Brasil no mercado americano.

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