Fernando Bezerra é alvo de investigação por suposto desvio de R$ 189 milhões em emendas

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Operação da Polícia Federal investiga desvio de recursos em Petrolina

A Polícia Federal deflagrou uma operação, autorizada pelo ministro do STF, Flávio Dino, que investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares na prefeitura de Petrolina.

Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. As investigações revelam a existência de uma organização composta por agentes públicos e privados que direcionava licitações para uma empresa ligada ao grupo investigado.

Além do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e seus filhos, a operação também envolve o empresário Pedro Garcez, que possui vínculos familiares com Bezerra. A empresa de Garcez, Liga Engenharia, é suspeita de ter sido favorecida em licitações com a Prefeitura de Petrolina, e um endereço relacionado a ele em Salvador foi alvo de busca.

Conforme apurado, a Liga Engenharia recebeu R$ 189 milhões da prefeitura durante as gestões de Miguel Coelho e seu vice, Simão Durando, atual prefeito. Parte desses recursos foi viabilizada por emendas de Fernando Bezerra e Fernando Filho, com a unidade regional da Codevasf também recebendo valores significativos.

Um trecho da decisão do ministro menciona que as autoridades envolvidas teriam direcionado verbas federais ao município de Petrolina e à Codevasf, com o intuito de custear contratos com a Liga Engenharia, indicando enriquecimento ilícito e desvio de valores públicos.

As investigações indicam que Fernando Bezerra manteve influência no Ministério do Desenvolvimento Regional mesmo após deixar o cargo, em 2013, influenciando nomeações e a liberação de emendas.

O ministro Flávio Dino destacou que, mesmo anos após sua saída do ministério, Fernando Bezerra e seu filho Fernando Filho continuaram a exercer grande influência na liberação de recursos e na execução de contratos relacionados a esses repasses.

Dino também enfatizou a “ascensão meteórica” da Liga Engenharia, que passou de 27ª maior fornecedora de Petrolina em 2017, com R$ 1,3 milhão em emendas, para a 1ª colocação em 2024, com um empenho de R$ 55 milhões.

Até o momento, tentativas de contato com os citados na decisão para uma manifestação não tiveram retorno. O conteúdo será atualizado caso haja resposta por parte dos envolvidos.

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